O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
O século XX marcou diversos avanços para a população feminina no contexto social, como a conquista do direito ao voto, por exemplo. Entretanto, na contemporaneidade, heranças de uma sociedade machista se mostram presentes na desvalorização do trabalho desse gênero, o que evidencia que a mulher possui papéis fundamentais no futebol. Desse modo, fica evidente que a luta pela igualdade salarial com o setor masculino e o combate ao preconceito sexista são umas das funções das atletas nesse esporte.
De antemão, percebe-se que a promoção de uma luta pautada nos interesses voltados para a igualdade de gênero no âmbito salarial é um dos papéis da mulher no futebol. Nessa lógica, é possível analisar o discurso da jogadora Marta, durante a copa do mundo da França, o qual demonstrou revolta para com o descaso com a considerável disparidade na questão remunerativa do setor feminino em comparação com o masculino desse esporte. Nesse contexto, torna-se evidente que os gramados, apoiados pela visibilidade midiática dessa prática esportiva, representa não só o ambiente físico de trabalho, mas também um palco de uma batalha contra um sistema patriarcal de injustiças, o que evidencia a importância da sororidade das atletas nessa situação infeliz.
Além disso, infere-se que o combate ao preconceito sexista no campo trabalhista é outro papel da mulher no futebol. Nessa ótica, relaciona-se, facilmente, a isso a afirmação do cientista Albert Einstein, em que foi propagado que é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Nesse âmbito, essa constituição deixa evidente que o viés machista retrógrado ainda está presente na determinação de aceitação social de empregos exclusivos para o sexo masculino, o que deixa claro que uma das funções das atletas é desconstruir o ideal de que existem empregos em que a competência é definida pelo sexo.
Portanto, para que os papéis das mulheres no futebol sejam valorizados, cabe à Confederação Brasileira de Futebol findar a disparidade salarial entre as categorias de gênero do esporte, promovendo medidas de exigência aos clubes quanto à proporção de investimentos e remuneração igualitária para ambos os setores. Também, é dever do Ministério da Educação promover uma consciência social contra o preconceito sexista, por meio de debates escolares que deixem claro para os alunos que competência não é determinada pela presença de um cromossomo “Y” no cariótipo. Assim sendo, a igualdade e o respeito, desde as menores idades, serão alcançados por essas atletas.