O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/05/2020
Os quadrinhos da “Mulher-Maravilha” divulgam os ideias de emancipação feminina desde as vestes da protagonista, que não condizem com o padrão da época, até a atuação profissional variada dessa, já que nas estórias ela atua como enfermeira, espiã, professora. Esse cenário ficcional incentiva a independência das mulheres assim como, no cotidiano, as jogadoras de futebol o fazem. Logo, percebe-se que o papel dessas fêmeas nessa área dominada por machos é lutar por igualdade de direitos e descontruir preconceitos.
Cabe analisar, inicialmente, que a luta por igualdade de direitos é um papel da mulher no futebol, visto que, apesar de muitas conquistas feministas, ainda persiste no meio profissionala desigualdade salarial entre gêneros, pricipalmente no âmbito futebolistico. Tal fato pode ser exeplificado pelo protesto simbólico da jogadora Marta na Copa do Mundo de 2016, na qual ela utilizou chuteiras pretas - sem patrocínio - para expor a disparidade da comissão de uma mulher que recebeu seis vezes o troféu de melhor jogadora do mundo pela Fifa e de um homem que não tem nem metade dessa conquista. Essa luta por igualdade nos campos é imprescindível para incentivar as mulheres a questionar a realidade em que vive e ir em busca de seus direitos.
Além disso, descontruir preconceitos também é um papel da mulher no futebol, uma vez que foi construido socialmente que esse esporte seria estritamente masculino e, assim, o sexo feminino não seria capaz de participar dele. Desse modo, a participação do “sexo fragil” nessa modalidade, apesar de crescente, é vítima constante do machismo da sociedade contemporânea. Isso porque, de acordo com Maurício Murad, a violência nos estádios reflete a violência brasileira, ou seja, apesar de velar a ideia preconceituosa da inferoridade feminina no cotidiano essa tarefa se torna mais difícil na emoção dos estádios. Diante disso, a presença da mulher no futebol é necessária para escancarar os preconceitos existentes e, assim, debatê-los e desconstrui-los.
Portanto, é preciso que a Fifa, como uma organização sem fins lucrativos, regule a comissão dos jogadores de futebol independente de gênero. Isso, por meio de normas as quais imponham que o salário desses jogadores sejam diretamente proporcionais as suas conquistas, para que se garanta a igualdade salarial entre homens e mulheres e, assim, servir de exemplo para outras instituções de diversas áreas. Também é necessário que o Ministério da Educação em conjunto comas plataformas midiárica, exponha e promova o questonamento acerca o preconceito sofrido pelas mulheres em campo, por intermédio de propagandas que mostrem situações reais de preconceito contra a mulher nos estádios e como ele reflete a sociedade, para ,assim, desconstruir essa violência velada.