O papel da mulher no futebol

Enviada em 04/05/2020

No filme, ”Capitã Marvel”, Carol Danvers é uma heroína que revela ao telespectador um forte senso de representatividade e força feminina, pois, a mesma enfrenta desafios para superar o machismo velado em sua profissão. Percebe-se que a ficção se assemelha à realidade, uma vez que, fora do universo cinematográfico da Marvel, a sociedade brasileira apresenta resistência para aceitar o papel da mulher no futebol, que é lutar contra o preconceito e a desigualdade.

Em um primeiro âmbito histórico-discursivo, é válido ressaltar desde a antiguidade, a mulher é tratada como o sexo frágil e inferior ao masculino. Desse modo, ao longo das gerações, essa ideia se perpetuou e, apesar de toda a luta feminina em busca de igualdade de gênero, as desigualdades persistem na sociedade brasileira do século XXI. Todavia, com muita resistência, as mulheres conseguiram pequenos e significativos avanços, como o direito de participar de um jogo que antes era praticado apenas por homens, o futebol. Apesar disso, esse grupo ainda enfrenta um preconceito velado, relacionado à prática. Isso pode ser comprovado pela pesquisa divulgada no site de notícias G1, a qual afirma que as mulheres ganham cerca de 120% a menos que os homens.

Em uma segunda esfera, é importante dizer que, de acordo com a revista “Politize”, a Copa Mundial Masculina é financiada pelo valor de 400 milhões de dólares, enquanto o campeonato feminino recebe apenas 30 milhões. Dessa maneira, percebe-se que o futebol masculino é incentivado e sustentado pelas raízes que a sociedade brasileira possui no patriarcalismo, recebendo assim, notoriedade em detrimento ao mesmo esporte praticado pelo grupo feminino. Assim, apesar da brasileira Marta ter sido eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo, a sociedade brasileira ainda apresenta preconceito e muitas desigualdades no ambiente futebolístico.

Portanto, é imprescindível aumentar a visibilidade das mulheres nessa profissão. Sob tal ótica, cabe ao Estado, o papel responsável por garantir direitos iguais dentro do âmbito esportista, por meio de uma regulamentação que vise o mesmo piso salarial entre jogadores, independente do gênero, além de garantir o mesmo investimento e incentivo pra o esporte, seja ele praticado por mulheres ou homens. Dessa forma, uma lei irá assegurar a valorização de todos os profissionais da carreira, uma vez que todos terão a mesma relevância para a indústria. Feito isso, assim como Carol Danvers, as “Martas” brasileiras conseguiram cumprir o seu papel de buscar pela igualdade de gênero.