O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
Segundo a escritora Simone de Beauvoir, “não se nasce mulher, torna-se mulher”. A frase dita pela pensadora tem como propósito revelar que a mulher não tem um destino biológico, ela é formada dentro de uma cultura que define qual o seu papel no seio da sociedade. Dessa forma, aplicando esse conceito na figura feminina no futebol, evidência que por ser estabelecido que esse esporte só pode ser praticado por homens, o lugar delas é determinado por essa sociedade patriarcal, promovendo a desigualdade.
Primeiramente, o papel da mulher no futebol brasileiro, enfrenta problemas relacionado ao preconceito, por causa da sociedade machista, que a diminui por praticar um “esporte de homem”. Esse paradigma enfrentado ocorre desde quando começa a gostar dessa atividade, a medida em que são tratadas como leigas e não dão voz para falarem. Além disso, quando elas exercem esse ato, há os assédios masculinos, que são enxergados como “brincadeira”, mas por trás disso há um caracter desmoralizante que prejudica a imagem delas. Finalmente, esse fato é explicado pela filósofa alemã, Hannah Arent, a qual fala que a banalização do mal consiste quando uma pessoa percebe que uma ação causa mal a alguém, mas o cérebro não vê isso como algo negativo, ou seja, esses atos não são processados como antagonismo do bem.
No entanto, a mulher está lutando para o seu papel no futebol de destacar nessa sociedade patriarcal. Isso acontece porque elas não estão mais se submetendo a esse paradigma, pois o discurso, de que esse esporte é só pra homem, está ultrapassado e que é pra ser apreciado por todos. Assim, na medida em que a figura feminina conquista seu espaço, como a futebolista Marta, influência outras a lutar contra esse sistema, para que elas possam ter iguais direitos e não se submetam a qualquer discurso de ódio que as inferiorizem, para que possam perpetuar para as futuras gerações. Logo, o Discurso Universal dos Direitos Humanos, como o direito à igualdade perante qualquer gênero, raça e cultura, garantirá equilíbrio em qualquer profissão.
Portanto, a fim de garantir maior autonomia no papel da mulher no futebol, deverá haver o projeto “Futebol legal”. Dessa maneira, caberá ao Governo Federal construir arenas públicas, usando parte dos impostos, com profissionais esportistas para que a população se engaje mais e que abandonem o preceito de que essa atividade física seja só para homem. Além disso, ONGs terão o dever de ajudar com elaborações de desvistas com desenhos, feito por mangakas, que mostrem a importância dos direitos e que atos negativos são coisas ruins que geram desigualdade, para que isso alcance crianças, contribuindo para uma geração engajada.