O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

A primeira partida de futebol feminino no Brasil ocorreu em 1921, mas o preconceito foi muito grande na época e logo foi criado um decreto de lei que proibia a pratica de esportes de “natureza masculina” por mulheres. Embora essa lei tenha durado até 1979, ainda hoje muitas mulheres ainda sofrem discriminação no futebol e o seu papel nessa profissão acaba sendo ofuscado. Tal problemática é fomentada pelo baixo investimento dado ao futebol feminino e ao pouco interesse do público.

A princípio, é possível observar que a desvalorização da mulher no futebol se dá pelo ínfimo investimento nessa categoria. Prova disso, são os valores gastos nos campeonatos mundiais de cada gênero, em que, segundo dados divulgados pelo G1, na Copa do Mundo Masculina foram gastos 400 milhões de dólares, já na feminina apenas 30 milhões. Assim, fica visível a discrepante desigualdade de ambos sexos, que também pode ser vista na média de salário recebida por homens e mulheres ao ocupar a mesma função, em que o público feminino recebe cerca de 30% a menos que o masculino, de acordo com informações do site de notícias Trivela. Destarte, fica claro que o baixo investimento não só no futebol feminino, mas também em profissões ditas “de homem”, potencializam o machismo e a discriminação das mulheres nesses setores, inferiorizando, então, sua importância.

Além do escasso investimento, outro fator  que inibe o futebol feminino de ser mais valorizado é o mínguo interesse do público, que decorre de uma cultura enraizada de que o futebol é algo exclusivamente masculino. Nessa perspectiva, é possível perceber que o mesmo pensamento que se tinha no surgimento das olimpíadas, na Grécia, se mantém hoje, em que só homens participavam, mas, é inadmissível que as pessoas hoje tenham o mesmo pensamento de 1896 — ano de início dos  Jogos Olímpicos da Era Moderna. Sendo assim, tendo por base a citação dos pensador Rafael Nolêto,“Uma mulher, quando reconhece sua força, se torna uma fonte inesgotável de inspiração”, é mais do que necessário que aja mudanças nesse modo machista de pensar, fazendo que o futebol feminino seja símbolo de representatividade para as mulheres, e instigue outras a reconhecer seu potencial e pô-lo em prática independente de estigmas e tabus colocado nas profissões.

Fica claro, portanto, que o papel do futebol feminino é ofuscado pelo baixo investimento e interesse do público. Logo, é necessário que a FIFA (Federação Internacional de Futebol) regulamente os salários das jogadoras e os investimentos dados aos campeonatos femininos, fazendo com que eles sejam equivalentes ao masculino, monitorando não só as seleções de cada país, mas também, os clubes, a fim de que, aja mais justiça e igualdade no futebol. Ademais, é preciso que a mídia ajude na conscientização das pessoas, criando propagandas mostrando que futebol também é para mulheres.