O papel da mulher no futebol
Enviada em 03/05/2020
No filme americano “Ela é o cara”, mostra a história de uma ótima jogadora de futebol que não possui time por ser uma garota, então ela fingir ser seu irmão e entra na equipe masculina da escola e mostrar ser tão boa quanto os homens. Fora da ficção, várias meninas assim como no filme não tem onde fazer o que gosta por conta das dificuldades impostas pelo fato de serem moças. Por isso, é necessário pontuar a grande importância da democratização desse esporte para todas as pessoas, independente do gênero, pois, diversas mulheres são impedidas de atuar nessa área e desvalorizadas por conta do machismo de cidadãos que querem designar o que elas podem ou não fazer.
De início, é essencial destacar a importância da igualdade de espaço para todos no esporte, em especial no futebol, pois, tem uma grande visibilidade no território brasileiro. Porém, essa visualidade é na sua maioria para os homens, mesmo existindo times femininos e atletas com muito talento, pouca é a divulgação delas e dos jogos. Por exemplo, a jogadora Marta, que foi considerada 6 vezes pela FIFA a melhor do mundo, mesmo assim ela não está presente na mídia de forma igualitária como o jogador Pelé, ele é considerado o rei do futebol, mesmo ela possuindo mais títulos e gols do que ele, ela não dispõe toda sua fama nem reconhecimento. Essa carência de representatividade feminina causa a diminuição de meninas com sonho de serem jogadores e atuarem nessa área tão dominada por homens.
Além disso, outro desafio enfrentado pelas atletas é o machismo, por ser dominado por homens, o futebol está muito fechado em relação às mulheres nesse ramo, isso é comprovado com o número de times, jogadoras e profissionais da área, em sua exorbitante maioria são pessoas do sexo masculino. Dessa forma, eles dificultam a entrada de moças nessas posições, preferindo contratar homens e pagando salário desigual para elas, isso é comprovado quando comparamos o pagamento de Marta e Neymar (jogador da seleção brasileira), ela recebe cerca de 400 mil dólares por ano, já Ney 14 milhões segundo a revista web “Gênero e número”, mesmo Marta possuindo mais gols os salários são totalmente diferentes.
Portanto, medidas são necessárias para a erradicação dessas problemáticas. O Ministério da Justiça, diminuído a desigualdade salarial, deve aumentar a fiscalização de empresas que não cumprem a lei da igualdade de gênero, com isso as atletas vão ser mais valorizadas. Além disso, o Ministério da Cidadania, aumentando a visibilidade das jogadoras deve investir em campanhas publicitárias nas redes sociais e na televisão, com objetivo de mais garotas nesta área. Com a prática dessas medidas o Brasil estará se distanciando da realidade mostrada no filme “Ela é o cara”.