O papel da mulher no futebol

Enviada em 06/05/2020

O filme “Mulher-Maravilha” da DC Comics, conta a história da princesa Diana, uma amazona e guerreira. Dessa forma, o longa-metragem retrata a força e a representatividade feminina, apesar disso, grandes são os desafios enfrentados pela atriz para lutar contra o machismo e a desigualdade de gênero em sua profissão. Similarmente, a sociedade reluta para aceitar o papel da mulher no futebol, isso ocorre devido à falta de investimentos e o desinteresse do público.

Em primeira análise, a maior jogadora da história do futebol está sem patrocínio por ofertas serem 60 vezes menores que as oferecidas aos atletas masculinos. Dessa maneira, a desportista da seleção brasileira, Marta, eleita seis vezes a melhor do mundo, usou uma chuteira preta, sem a estampa de uma marca esportiva. Tal calçado trazia duas faixas azul e rosa, símbolo da ação Go Equal - a qual ela é embaixadora - que busca a equidade salarial e é promovida pela ONU Mulheres. A prova disso, é que em geral, as mulheres ganham em média 32% menos que os homens para desempenhar a mesma função segundo dados do Fórum Econômico Mundial. Visto que, quando a questão envolve os salários anuais entre os atletas, a situação é ainda mais díspar. Por exemplo, a brasileira Marta, obteve 267 vezes menos rendimentos que o Neymar, ela não chega a receber 1% do ganho anual dele.

Em segunda análise, a primeira vez que a copa mundial feminina foi transmitida na televisão aberta no Brasil foi em 2019, na oitava edição do campeonato. Esse fato revela o atraso na representatividade dos esportes femininos nas redes midiáticas nacionais, visto que, o futebol masculino é transmitido desde 1938 e tem milhares de propagandas, o Brasil para em dia de jogo da seleção masculina. Dessa forma, isso contribui com a falta de interesse do público em assistir a esportes disputados por mulheres, o que é agravado pela falsa crença, cultuada desde a Grécia Antiga, a qual, as mulheres não podiam praticar esportes considerados exclusivos dos homens e nem participar das olimpíadas. Atrelado a isso, a falta de divulgação dos jogos pela mídia, é outro fator que colabora para esse problema.

Portanto, assim como no filme supracitado é inquestionável a necessidade da representatividade da força feminina no futebol. Logo, é imprescindível o comprometimento da Federação Internacional de Futebol (FIFA) juntamente com os meios de comunicação, como os canais de televisão e as redes sociais, para então criar fundos de investimento e propagandas para os esportes femininos, por meio da ajuda financeira do governo e com a finalidade de proporcionar equidade salarial e diminuir as desigualdades de gênero presentes no meio desportivo, assim, aumentando o interesse do público em assistir aos jogos e campeonatos femininos e intensificando o interesse de empresas esportivas em investir nas atletas, assim como investem nos jogadores homens.