O papel da mulher no futebol
Enviada em 08/05/2020
No filme Revolução de Dagenham, Rita O’ Grady é uma trabalhadora da da Companhia Ford Motors, que junto com as demais trabalhadoras, lutam contra o machismo e a desigualdade de gênero. Em referência a isso, existe um machismo em relação a mulher que joga futebol, mas tal ato procede de um preconceito sociocultural.
Em primeira análise, é muito comum vermos que à um maior reconhecimento pelo futebol dos homens em relação ao das mulheres, devido ao machismo imposto pela sociedade. Segundo Edna Frigato, escritora e professora de geografia, o machismo ocorre porque os homens têm medo de mulheres bem resolvidas. Em decorrência disso, ocorre um desinteresse de uma parte da sociedade pelo futebol feminino, observando-se que as mulheres não têm tanta repercussão na mida quanto o futebol masculino têm, o salário é menor e os patrocínios não são tantos quanto os dos homens. A jogadora da seleção brasileira, Marta, ultrapassou o jogador Cristiano Ronaldo e Messi, ganhando o título seis vezes consecutivos como melhor jogadora do mundo, escolhida pela Fifa. Desse modo, é possível analisar que todo esse machismo e desinteresse pela mídia e sociedade faz com que as mulheres lutem para serem aceitas e tenham uma visibilidade tanto quanto os homens.
Em segunda análise, destaca-se o preconceito com as mulher no papel do futebol, que vem antes mesmo da mulher querer participar dessa esportiva. Isso, se da pelo fato que a cultura imposta pela sociedade é que futebol é coisa de homem e não de mulher, impedindo de tal modo que as mulheres pratiquem essa modalidade. Nessa perspectiva, segundo filósofa e feminista, Angela Davis, você tem que agir como se fosse possível mudar o mundo radicalmente, promovendo um encorajamento nas mulheres para que elas se mostrem capaz de jogar esse esporte, sendo as vezes melhores até que os homens.
Diante dos fatos apresentados, fica evidente então, que a mídia deveria ministrar mais a visibilidade dessa mulheres nessa modalidade. Nesse sentido, o Governo deve abandonar essa ideia machista de que futebol não é para mulher, por meios de propagandas com as jogadoras mostrando que sabem sim jogar muito bem esse esporte, afim de promover um apaziguamento de um pensamento retrógrado que não combina mais com o tempo em que vivemos. Além disso, a mídia poderia acabar com esse preconceito sociocultural, apresentando para as pessoas por meios de panfletos que contenham fotos de mulheres empoderadas e falas dessas mulheres mostrando que elas podem fazer o que quiser, para que elas tenham mais respeito e deixem de ser tratada como indiferentes e incapazes.