O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

O filme “Ela é o cara” retrata a história de Viola, uma jovem que não aceita o acabamento da prática de esporte em sua escola, e decide se passar por seu irmão para jogar, que termina ganhando o campeonato. Saindo da ficção e entrando para a realidade, é imprescindível afirmar a grande descriminação ainda implantada na sociedade em relação a atividade das mulheres em função do futebol, visto isso, é essencial a discussão sobre o seguinte absurdo que é a desigualdade não só apresentada na distribuição de salários, porém também na desvalorização de tal, que se mostra ainda um gritante e persistente problema que deve ser exterminado, para assim, o bem-estar e o devido tratamento para todo cidadão que tem perante a lei, direitos iguais.

É importante avaliar em primeira análise que, de acordo com o IBGE, Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística, uma publicação em 2010 mostrou que os homens ganham cerca de 28% a mais no salário comparado as mulheres que ocupam o mesmo cargo. Com base no que foi mencionado, é notória a alarmante desigualdade em relação ao gênero presente na sociedade contemporânea, visto que o futebol é uma prática de esporte  que independe do sexo para ser realizada com êxito, porém, se encaixa na má distribuição salarial ainda empregada nos dias atuais. Em virtude disso, é fundamental assegurar direitos iguais, por meio de uma reforçada lei que vise em garantir a proibição na desigualdade salarial entre gêneros no futebol.

É necessário pontuar também que, De acordo com o site UOL Notícias, mesmo grandes jogadoras de futebol, que possuem um destaque e talento considerável, não apresentam o mesmo valor e reconhecimento mundial que outros jogadores recebem, pois, estima-se que pode chegar em até 1,3% o valor adquirido por gol de uma mulher em relação ao homem. Em concordância com o que foi dito, é evidente o grande ato machista, e a falta de valorização com o propício papel feminino no âmbito do futebol, dado que, se faz importante para o aumento da autoridade feminina. Sendo assim, é indispensável uma maior visibilidade nas atividades esportivas referentes as mulheres, de forma que a mídia apresente com obrigatoriedade os jogos, bem como são fornecidos os feitos por homens.

Destarte, urgem as devidas medidas feita pelo Poder Legislativo, por meio de uma lei que assegure a adequada distribuição salarial semelhante entre jogadores de diferentes gêneros, para que assim a renda anual seja igualitária, além de uma maior exibição na mídia dos jogos femininos, auxiliadas pelo Estado, com a ação de aumentar a valorização de todos os jogadores, e impulsionando a exterminação de tal prática que é a desigualdade, proporcionando o direito que todo cidadão independente de sexo apresenta, praticando o bem-estar e produzindo o lazer de forma justa.