O papel da mulher no futebol

Enviada em 04/05/2020

O dia 8 de março de 1857 - marcado, atualmente como o dia internacional da mulher - é conhecido pela ascensão do idealismo feminista na sociedade novaiorquina, ao ser incendiada a fábrica na qual mulheres (em greve por melhores condições salariais) trabalhavam.  Acontecimentos como esse revelam a busca árdua feminina por igualdade civil, jurídica e cultural. Dessa forma, no contexto esportivo, como o futebol, a categoria dita do “sexo frágil” gradativamente tem conquistado espaço na mídia e vem inspirando meninas a ingressarem em ambientes culturalmente masculinos e impulsionando a busca pela igualdade.

Primeiramente, algumas modalidades esportivas e profissionais foram usurpadas para o meio masculino - o que ainda reflete em uma sociedade com ideais culturais machistas e segregacionistas. A exemplo disso, somente no ano de 2019 foi exposto na mídia televisiva, com maior ênfase, a Copa do Mundo de Futebol Feminino. Esse feito possibilitou a ampliação acional das mulheres (antes restrito ao ambiente doméstico) em ambientes onde impera a presença do homem. Além disso, essa inserção feminina proporcionou mudanças principalmente nas ideias da própria mulher, o que trouxe maior empoderamento e maior interesse pela conquista da igualdade.

Ademais, é perceptível o delta salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função profissional. Essa discrepância aquisitiva pode ser vista com relação à jogadora da Seleção Brasileira de Futebol Marta Sobral, destacada pelo ótimo desempenho em campo e pela posse do título de melhor do mundo entre as mulheres, e o jogador Neymar Santos, o melhor do masculino. Isso se deve a maior acentuação midiática perante os campeonatos da modalidade e a valorização de um e o rebaixamento de outro. Consequentemente, a mulher se vê impulsionada a lutar pelo lugar (seja no ramo profissional, esportivo ou artístico) em igualdade ao homem. Dessa forma, a cultura feminina é modificada - e a busca pelo reconhecimento se sobrepõe ao conformismo - o que inspira, desde crianças, mulheres a unidade civil, jurídica, cultural e ideológica entre os cidadãos.

Portanto, é de estrema importância a ampliação da atuação feminina na sociedade, sobretudo no futebol. Assim sendo, cabe ao poder midiático mitigar o pensamento machista da sociedade. Isso será possível por meio da melhor divulgação (e a consequente valorização) de conteúdos - como meios televisivos em horários nobres - que busquem o reconhecimento feminino. Além disso, o governo deve estimular o  ingresso de mulheres em ambientes, antes masculinizados, por meio da criação de leis que atendam a demanda feminina por igualdade - equidade salarial, por exemplo - visando a democratização acional na sociedade, principalmente na modalidade esportiva do futebol.