O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/05/2020

Durante toda a história da humanidade, a mulher nunca teve voz, até o final do século XIX, quando deu início a chamada “primeira onda feminista”, onde as mulheres começaram, de fato, a lutar pelos seus direitos de igualdade de gênero. No entanto, mesmo que haja menos desigualdade nos dias atuais, tais objetivos femininos ainda não foram alcançados, devido a cultura machista que o mundo ainda vive. Pode-se notar essa atitude, com muita clareza, no futebol onde, além das atletas terem o salário bem inferior que o dos homens, não há muita valorização dessa modalidade feminina por parte da sociedade.

Em primeira análise, segundo o site de informações da rede Globo (G1), desde de que a mulher ganhou espaço no mercado de trabalho, seu salário chega a ser 34% menor do que o do homem, mesmo trabalhando mais. Essa desigualdade não é diferente no futebol, visto que a sociedade não valoriza a modalidade feminina e, por isso, as jogadoras não conseguem patrocínios tão facilmente como a masculina. Além disso, de acordo com o site “Ponte”, o futebol feminino só passou a ser exibido em emissoras abertas depois de quase 30 anos depois da masculina. Tais atitudes são inaceitáveis, visto que, supostamente, a mulher já tinha conquistado um grande lugar na sociedade moderna.

Em segunda análise, pode-se notar que, de acordo com os fatos mencionados anteriormente a mulher continua sendo fortemente desvalorizada pela própria sociedade “moderna”. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos são iguais perante a lei, independente do gênero. Entretanto, há poucas instituições que visem a inclusão definitiva da mulher em qualquer área de trabalho, o que dificulta a entrada feminina no mercado de trabalho.

Conclui-se que, para que a mulher desenvolva seu papel no futebol de maneira justa, assim como os homens, os Clubes de Futebol junto com o Ministério da Cultura, devem fazer palestras que visem a importância feminina no futebol e o peso que elas trazem a cultura mundial. Ainda, as mídias devem mostrar o “empoderamento feminino” na sociedade, provando que a mulher pode exercer qualquer papel na sociedade que ela desejar, para que a mulher possa estar cada vez mais perto da igualdade de direitos, independente de gênero.