O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

No ano de 1941, o futebol feminino brasileiro foi proibido por lei em um decreto assinado por Getúlio Vargas, e a sua liberação só ocorreu alguns anos depois, em 1979. Dessa forma, é possível observar que a desigualdade e o machismo são problemas enfrentados pelas mulheres no futebol, e na vida. Esses problemas estão enraizados na cultura da nossa sociedade, desde os primórdios até os dias atuais.

Enfim, tanto se fala sobre a desigualdade salarial sofrida pelas mulheres, no caso do futebol não é diferente. A jogadora Ada Hegerberg é considerada como a jogadora mais bem paga do futebol feminino, ela recebe 400 mil euros por ano, o que seria um bom numero, mas comparando com o jogador mais bem pago do mundo, Lionel Messi, que recebe cerca de 130 milhões de euros por ano, é possível perceber que ele recebe 325 vezes a mais que ada, o que é um absurdo, já que os dois executam a mesma tarefa. Vale a pena lembrar que essas diferenças salariais estão presentes em tudo, não somente no futebol.

Sendo assim, tudo que foi apresentado tem uma ligação direta com o machismo, ele é um preconceito que se opõe a igualdade de gênero e favorece o gênero masculino. No futebol é comum ouvir expressões extremamente machistas como “ o que essa garota está fazendo aqui? Lugar de mulher é na cozinha!” e várias outras atrocidades, é triste saber que em pleno sec. XXI ainda existam pessoas que pensem dessa forma. Mulheres podem estar aonde elas quiserem, inclusive em uma quadra ou em um campo.

Em virtude dos fatos mencionados, acredita-se que a melhor forma de combater a desigualdade salarial e o machismo é com o feminismo, pois o mesmo luta pela igualdade de gênero. O feminismo defende a ideia de que todos somos iguais, e por isso, temos direitos iguais, devemos receber salários iguais e ser tratados da mesma forma.