O papel da mulher no futebol
Enviada em 06/05/2020
De acordo com a filósofa Simone de Beauvoir ninguém nasce mulher, torna-se. Beauvoir afirma que os moldes sociais que são determinados durante todas as suas vidas, são os que as tornam “mulheres”. Nesse sentido, os papéis de gênero segregam a maior parte dos aspectos coletivos, incluindo esportes como a exemplo, o futebol. Logo, por ser tido como um jogo masculino, há preconceito e estereótipos com o futebol feminino de forma que gera a pequena e desigual participação das mulheres em tal atividade.
Sob a perspectiva da discriminação com as jogadoras, uma pesquisa feita pela UOL, empresa brasileira de conteúdo, revela que 73,1% das atletas escutam xingamentos públicos nos estádios. Esse número demonstra o desrespeito influenciado principalmente pelo machismo social em relação ao futebol do sexo feminino.
Sob outro prisma, é válido analisar as consequências do preconceito com o papel da mulher no futebol. A disparidade de salário entre os jogadores e as jogadoras é alta, conforme mostra a revista France Football, em que as esportistas dessa modalidade recebe 325 vezes a menos que os do sexo masculino, por conseguinte há um desencorajamento na participação feminina nesse esporte, reforçando estereótipos e a exclusão de gênero.
Torna-se evidente, portanto, a complexa situação das atuações das mulheres no futebol. É necessária a participação social mais efetiva nos estádios e em jogos femininos a fim de desestigmatizar o pensamento comunitário preconceituoso sobre o futebol não masculino. Além disso, a atuação da mídia deve ser feita, uma vez que com a maior transmissão televisionada há mais patrocinadores e o equilíbro salarial entre ambos os sexos, de forma que haja desconstrução nos moldes sociais que Beauvoir mostrava e tenha espaço equalitário para todos.