O papel da mulher no futebol

Enviada em 01/05/2020

No ano de 1941, durante o governo de Getúlio Vargas, foi decretada a lei que proibiu as mulheres de praticarem qualquer esporte que fosse contra a sua natureza, incluindo o futebol. Com isso, é evidente o machismo da sociedade na época, que limitava as atividades femininas à tarefas domésticas e a subordinação ao homem. Nesse sentido, no que tange o papel da mulher no futebol, percebe-se a configuração de um grave problema que persiste intrínseco à sociedade hodierna, seja pela falta de interesse da população pelo futebol feminino ou pelo machismo ainda presente nos dias atuais.

Em primeira analise,na Grécia Antiga acreditava-se que o envolvimento da mulher no esporte a faria ganhar traços masculinos, o que fez com que somente homens participassem dos primeiros jogos olímpicos. Portanto, com o feminismo, as mulheres conquistaram o direito à participação no futebol, demonstrando capacidade física e intelectual igual ao homem. Porem, a maior parte da sociedade brasileira não se interessa pelo futebol feminino, fazendo com que o mesmo não tenha patrocínios e pouca audiência, desestimulando as mulheres que sonham em seguir a carreira.

Ademais, mesmo com a lei que exige a igualdade salarial no Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) comprovou que no ano de 2019 os homens ganhavam cerca de 20,5% a mais do que as mulheres, essa desigualdade vai alem do financeiro, nos campos de futebol, as mulheres lutam pela igualdade de oportunidades, pois a cultura  brasileira determina o futebol como “coisa de menino” e “Lugar de mulher é na cozinha”, impedindo o incentivo na participação feminina infantil no futebol.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O poder legislativo deve criar uma lei que obrigue a mídia a divulgar os esportes femininos da mesma forma que os masculinos, para que assim estimule as jogadoras que merecem o mesmo reconhecimento. Além disso, os canais de televisão aberta devem reproduzir os jogos de futebol feminino no horário nobre, com finalidade de atingir o maior numero de telespectadores.