O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
Em pleno século XXI, este que foi responsável por impulsionar uma constante luta que vem sendo travada pelo Feminismo para a ruptura do sistema patriarcal enraizado na sociedade, é notável ainda a perpetuação de valores errôneos que desaguam em preconceitos sobre o papel da mulher no futebol. Assim, é fundamental que para que a função da mulher na modalidade esportiva seja mais ampla, a sociedade precisa se ressignificar em prol de incentivar às jovens atletas, além de ser necessário que a Mídia, configurada como Corpo Docente por Mário Sérgio Cortella, permita fomentar oportunidades equivalentes ao masculino e a possibilidade de patrocinadores para as praticantes.
Não é de hoje que o Brasil ganhou fama no exterior por ser o “País do Futebol”, slogan este que foi proposto no governo de Getúlio Vargas e até hoje traz a sensação pertencimento e patriotrismo. Porém, apesar do futebol brasileiro ser perpetuado como um Patrimônio Cultural Imaterial, ele é extremamente machista em relação às praticantes do futebol feminino, pois não dá as mesmas oportunidades para as atletas que possuem o mesmo grau de desempenho que os praticantes masculinos. Desse modo, é coerente que a causa para tal absurdo se dá pela forma em que a Sociedade parece reprimir e repelir qualquer estímulo capital ou sentimental à pratica por garotas, desaguando assim, no efeito maléfico que é a perca de força do futebol feminino no meio social.
No entanto, apesar do meio social falocêntrico ser um dos pilares para o desestímulo do papel feminino no mundo do futebol, ainda existe a grande dificuldade enfrentada pelas atletas que é a falta de apoio de canais midiáticos e os poucos patrocinadores existentes. A causa disso, é porque existe uma menor divulgação oferecida pela Mídia quando se trata da modalidade feminina e somado à isso, os patrocinadores trazem como consequência a falsa justificativa que devido a falta de audiência, os valores recebidos pelas atletas devem ser drasticamente menores. Sendo assim, foi a partir desse questionamento que a atleta Marta da seleção brasileira, na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2019, fez um protesto em prol de melhores equidades de gêneros no futebol ao usar uma chuteira sem patrocínio, deixando evidente a insatisfação das mulheres pelos baixos salários em comparativo com os atletas masculinos, o que é algo visto como absurdo e humilhante para a classe feminina esportiva.
Para que o papel da mulher no futebol seja ainda mais significativo, é necessário que a Mídia traga à tona a importância feminina na modalidade a partir de slogan’s e informativos que proporcionem igualdade de gêneros e fomentem a remodelação de costumes sociais. E ainda, que o Governo Federal com o Ministério da Educação e a Sociedade proporcionem debates didáticos em Escolas como forma de incentivar a prática esportiva de maneira que de uma forma gradativa ocorra a mudança social.