O papel da mulher no futebol

Enviada em 01/05/2020

O Romantismo foi um movimento artístico com forte idealização da mulher. Essas obras restringiam as mulheres de realizarem atividades, como a prática de esportes, pois esta era considerada ação masculina. Fora do mundo ficcional, tabus foram criados no universo feminino, esses permeiam a sociedade até a hodiernidade, principalmente no âmbito esportístico, com destaque ao futebol. No entanto, personalidades femininas veem quebrando esses paradigmas, tornando-se representatividades para as futuras gerações.

A priori, a mulher no futebol sempre foi uma questão banal para a sociedade, pois essa atividade é vista como masculina, criando barreiras para o ingresso das mulheres nesse esporte. Sob a ótica da Banalização do Mal da estudiosa Hannah Arendt, em que existem ideias negativos intrínsecos historicamente, logo sendo considerados normais, devido a essa formação cultural. Diante disso,os tabus criados são difundidos, virando frequentes na sociedade.

No entanto, a representatividade feminina no futebol, como a jogadora brasileira Marta, inspiram outras mulheres e destroem a ignorância criada pela sociedade. De acordo com o Sociólogo Marx Weber, em sua teoria da Ação Social, as ações do indivíduo pode influenciar um grupo. De forma análoga a esse pensamento, as atitudes e conquistas das mulheres no contexto do futebol, influencia o empoderamento das gerações futuras a romper com esses rótulos.

Infere-se, portanto, a necessidade de destaque da mulher no futebol, pois representa um importante papel para a sociedade. Dessa Forma, o Ministério da Educação deve, por meio de verbas governamentais, realizar palestras com personalidades representativas no contexto do futebol, que inspirem as outras gerações e professores de filosofia, esses que ajudem a desmistificar os tabus vigentes perante a mulher no futebol. Dessa maneira, é possível que as futuras gerações não banalizem o mal, como dito por Hannah Arendt.