O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

Em “Abaporu”, obra da pintora modernista Tarsila do Amaral, observa-se uma cabeça pequena em um corpo agigantado, demonstrando, metaforicamente, a falta de criticismo típica do brasileiro do início do século XX. Entretanto, essa carência de pensamento crítico persiste no Brasil até os dias atuais, permitindo entraves com a desvalorização da mulher no futebol. Nessa perspectiva, é interessante analisar essa questão no país.

Inicialmente, compreende-se que o Poder Público apresenta-se inerte ao permitir a desvalorização da mulher no futebol. Isso porque existe uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta educar a população acerca da necessidade de de incentivar o esporte feminino, uma vez que estas, sofrem descriminação esportiva devido ao seu gênero. Logo, verifica-se que o Estado não tem garantido o bem-estar de toda a população, rompendo, então, o contrato social teorizado pelo filósofo John Locke.

Além disso, enfatiza-se que falta empenho coletivo para atingir, realmente, uma sociedade sem a desvalorização da mulher no futebol. Como prova, nota-se a apatia de parte dos indivíduos em não reivindicar por investimento financeiro, posto que, há poucas verbas para o mantimento de times femininos, comprometendo a qualidade dos serviços preparatórios prestados às jogadoras. Para explicar esse cenário, pode-se tomar como base os estudo do sociólogo Zygmunt Bauman, os quais apontam que as pessoas passaram a aceitar quadros negativos devido ao pessimismo intensificado após a Segunda Guerra Mundial.

Ressalta-se, em suma, que a desvalorização da mulher no futebol deve ser superada. Primeiramente, cabe ao governo ensinar a população por meio de campanhas midiáticas e nas escolas os direitos humanos, tal como, o de igualdade de gênero. Ademais, é necessário aplicar fundos financeiros  de origem pública ou privada, nos clubes esportivos femininos, garantindo a democratização do acesso ao esporte tornando-o igualitário entre a população feminina e masculina. Portanto, a falta de criticismo deve permanecer em “Abaporu” da Tarsila do Amaral.