O papel da mulher no futebol

Enviada em 01/05/2020

Segundo a DUDH (Declaração Universal dos Direitos Humanos), todo ser humano é igual perante à lei. No entanto, resquícios do patriarcalismo interferem na predominância dessa liberdade, a qual, homens são privilegiados socialmente apenas por serem homens. Prova disso, estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia) a diferença salarial de gênero é de cerca de 30% menor para mulheres que exercem a mesma função. Esse quadro é visto também no futebol, seja pelo preconceito a realização da prática feminina, seja pela dificuldade em garantir a equidade na sua realização.

Deve-se destacar, primeiramente, que até o final da década de 70 o futebol era proibido para as mulheres no Brasil, o retrocesso histórico traz problemáticas que se veem presentes até hoje na tentativa de alterar essa realidade, exemplo disso, a criação da equipe brasileira feminina foi criada setenta anos depois da masculina. Tal fato disseminou o preconceito da prática no país, no qual, boa parte das jogadoras relataram ter sido impedidas de realizar o esporte, chegando a serem violentadas por pais e irmãos na tentativa de impedirem seus sonhos. A luta do “sexo frágil” é impedida também nos terrenos nas periferias do país, que reúnem milhares de jovens que compartilham o sonho de se tornar “Neymares”. Dessa forma, ambientes sociais ao invés de unirem e estimularem, apenas aumentam a segregação de gênero no país, dificultando assim a realização de sonhos.

Outrossim, é importante destacar que além da difícil luta das mulheres no futebol, a vitória sobre esses ambientes proporciona e inspira a equidade de gêneros no Brasil. Histórias como a de Marta, hoje a maior vencedora do prêmio da FIFA (Federação Internacional de Futebol) de melhor jogadora de futebol, são provas de que a mulher pode e deve ocupar o lugar a qual se tenha vontade, independente se há ou não regressão ou preconceito da sociedade, a preservação da DUDH é fundamental para o convívio social, analisando o ser humano sem o distinguir por gênero, raça, sexualidade ou condição social. O cenário atual deve ser de luta para eliminar padrões e garantir o bem estar social.

É evidente, portanto, que o papel da mulher no futebol é de vencer padrões estabelecidos pela sociedade. Logo, é necessário que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) estimule financeiramente a busca por talentos femininos, criando competições inter-municipais e campos de treinamento especializados de forma que o maior número de garotas seja estimulada e descoberta. Paralelamente, a mídia deve levar mais histórias de superação como a de Marta, por meio das redes sociais e televisas, criando programas de valorização feminina, que irão despertar o interesse do público e ao mesmo tempo quebrar preconceitos e garantir a equidade, visto que motivaram as lutas femininas. Nesse contexto, poder-se-á garantir a plenitude de direitos, proposta pela DUDH.