O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/05/2020

Na Grécia Antiga, a população feminina não tinham representatividade na vida política das cidades por não serem consideradas cidadãos gregos, e isso também era imposto nas modalidades atléticas das olimpíadas gregas, quais eram proibidas a participação feminina. Embora, com o passar dos anos as mulheres tenham adquirido vários direitos como o pode de voto, ainda persiste uma grande  desigualdade de gênero no Brasil. Assim, uma das formas de se combater essa adversidade é o futebol feminino, que com as belas apresentações na Copa do Mundo de 2019, encantou o país e deu mais visibilidade a causa feminina. A partir desse contexto, é válido discutir a questão do discurso machista que desencorajam as mulheres a pratica de esportes de alta performance, mas também a falta de estrutura da modalidade feminina no futebol brasileiro.

Inicialmente, é importante destaca a questão do machismo estrutural brasileiro, o qual desde as escolas as crianças são ensinadas que jogos que envolvem a utilização de foça é para os meninos praticarem. Nessa perspectiva, o pensador Pierre Bourdieu na sua teoria a “violência simbólica”, indica que as pessoas são coagidas aos discursos dominantes, e sendo obrigadas a seguirem seus padrões de norma. Nesse viés, as mulheres brasileiras são coagidas a seguirem o discurso machista da sociedade brasileira, quais um deles é que o futebol é para homem apenas. Assim, o futebol nacional feminino, colaborá para o engajamento sociopolítico das mulheres de entrar, cada vez mais, em espaços considerados masculinos pela busca da igualdade de gênero.

Em segunda análise, ainda, convém destacar a questão da falta de estruturas enfrentada pelas mulheres praticantes. Conforme a revista Veja, apenas 10% do arrecadado pela CBF, é direcionado pro futebol feminino. Assim, por conta de não existirem premiações atrativas, como acontece na modalidade masculina, e a falta de apoio das transmissões de  jogos, muitos times não investem no futebol feminino. Dessa forma, tornando muito difícil a carreira de uma jogadora no país, o que desestimula muitas meninas a jogarem e seguirem a profissão de jogadora.

Em suma, é nítido a necessidade da criação de políticas publicas que visem combater esse viés machista que existe na sociedade brasileira. Portanto,  o Poder Legislativo deverá criar uma lei que seja obrigatório o investimento de pelo menos 40% da CBF no futebol feminino. Assim, nessa lei  os clubes sejam obrigados a terem uma equipe feminina para ter direito a jogar qualquer divisão do campeonato brasileiro e tenha um investimento na mesma proporção do juniores do masculino. Além disso, é necessário uma lei que promova a obrigatoriedade do esporte femininos nas escolas. Dessa maneira, contribuindo a normalização dos esportes femininos e a estimulação deles.