O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

No popular filme Mulher Maravilha,Diana é colocada como um ícone de força,sabedoria e representatividade feminina,contestando o estereótipo feminino criado pela ideologia machista.Fora da ficção,mesmo que os movimentos feministas a partir do século XIX venham lutando e conscientizando as sociedades sobre o importante papel da mulher nos diversos campos sociais,a população mundial ainda resiste para aceitá-las no futebol.Dessa forma,a persistência do machismo e a falta de investimentos maiores no campo futebolístico feminino,como fatores que geram preconceito e desigualdade em relação as mulheres no mundo desse esporte,devem ser debatidos  e combatidos.

Em primeiro lugar,é importante ressaltar que, com a herança ideológica do machismo,conceitos e ideias de como as mulheres devem ser e agir sempre ligados a atitudes delicadas e frágeis foram impostos sobre o sexo feminino e impediram elas praticassem o futebol-esporte que exige força e agilidade.Nessa perspectiva,segundo o sociólogo Émile Durkheim,as ideias coletivas são coercitivas e influenciam diretamente o pensamento individual.Sob essa ótica,concepções sociais que excluíssem a mulher de papéis e ações contrários ao estereótipo frágil do ser feminino impactou na formação de indivíduos fomentadores de ideias machistas e  preconceituosos quanto a participação da mulher no mundo futebolístico.Dessa forma,o futebol feminino é desvalorizado pelas seres formadores das sociedades,o que consequentemente gera o desestimulo à entrada de mulheres nesse esporte.

Em segundo plano,é necessário salientar que a falta de investimentos da Federação Internacional de Futebol(FIFA) no futebol feminino impede a valorização igualitária tanto desse esporte praticado por homens quanto por mulheres.Nesse âmbito,de acordo com a revista Politize,a copa do mundo masculina de 2018 recebeu cerca de 400 milhões de dólares de financiamento da FIFA enquanto o campeonato feminino de 2019 teve investimento de apenas 30 milhões.Sob esse ângulo,observa-se que  o pouco e discrepante investimento no futebol feminino em relação ao masculino não só gera um campeonato com menos estrutura física e de divulgação para a sua realização como também resulta em prêmios e salários menores para as mulheres e diminui o interesse do público por essa modalidade esportiva feminina.Dessa maneira,constata-se que a instituição internacional responsável pelo futebol em vez de fomentar a igualdade de gênero nos esportes,acaba por contribuir na persistência da discriminação das mulheres nesse campo futebolístico.

Portanto,diante desse cenário,os Estados devem incentivar o futebol feminino dentro das escola de seu país por meio de propagandas no meio escolar que mostrem a representatividade das mulheres no futebol. Já a  FIFA deve investir financeiramente na divulgação e estrutura física dos jogos femininos.