O papel da mulher no futebol
Enviada em 08/05/2020
A mulher no futebol traz uma simbologia de representatividade e empoderamento feminino. Na era Vargas, foi assinado em 14 de Abril de 1941, o artigo 54 do decreto-lei 3.199 afirmando que “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Concelho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país”. O decreto só foi anulado em 1979, próximo ao fim da ditadura. Esse relato histórico apresenta a exclusão das mulheres no meio dos esportes e o machismo guiado ao longo de muitos anos, mostrando um senso de superioridade.
Marta Vieira da Silva é uma representatividade brasileira, considerada a melhor jogadora de futebol do mundo seis vezes pela FIFA e a recordista do prêmio junto com Lionel Messi. Entretanto, a pratica do futebol feminino é pouco valorizada e incentivada, inclusive no ramo profissional. São poucas as oportunidades e o encorajamento que elas têm para praticar esse tipo de esporte, perdendo a possibilidade de crescer e levar como uma profissão. Uma mulher como Marta e muitas outras jogadoras que conseguiram alcançar seus interesses, obtem como papel de inspiração e motivação para outras, com o objetivo de incentivá-las a seguirem as suas metas.
Ademais, há um preconceito pelo interesse feminino nesse assunto e uma desaprovação de alguns por elas ocuparem espaço nessa área. Com isso, o machismo se torna muito presente, e um dos grandes obstáculos, não só no futebol, mas em outras carreiras consideradas masculinas. A desigualdade também faz parte, onde os salários femininos são menores e os jogos televisionados são poucos, ocorrendo uma dificuldade de expressão por parte das jogadoras para mostrarem seus talentos. Porém, esse preconceito não só ocorre com as jogadoras, mas também com as árbitras e bandeirinhas, que sofrem um prejulgamento por considerarem elas incapacitadas de comandarem um jogo.
Em suma, cabe a Secretaria Especial do Esporte incentivar as jovens mulheres à pratica de esportes, como o futebol. Assim, criando projetos sociais aplicados nas comunidades, tanto em centros urbanos como em rurais para a pratica de esportes, na qual, trazem um benefício a saúde dos jovens. Podendo atribuir a acessibilidade de encontrar pessoas interessadas no ramo e dando oportunidades para elas crescerem, reforçando o papel importante que as mulheres exercem no futebol ou em qualquer área.