O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
O filósofo São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com igualdade. Entretanto, a questão do papel da mulher no futebol contraria o ponto do vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, esse tema é muito negligênciado e ainda muito desvalorizado. Nesse sentido, é necessário analisar como as principais causas desse problema tanto a desvalorização profissional e a banalização do sexo feminino nos esportes.
Primeiramente, é necessário destacar que o desmerecimento ao futebol feminino se deve principalmente a indústria cultural, que segundo os filósofos da escola de Frankfurt, Adorno e Horkheimer, transforma a produção cultural em algo massificado visando apenas o lucro, assim como o futebol masculino com maior protagonismo no Brasil. Nesse sentido, a negligenciação das mulheres no esporte é algo proposital, isso pode ser visto não só com a falta de patrocínios, diferente de jogadores com contratos milionários como o Neymar ou Messi, mas também com a baixa repercussão de seus jogos em TV aberta ou em horários nobre como os da seleção brasileira masculina. Fatos como esses são tristimente decepcionantes, pois com maior visibilidades as mulheres podiram lutar por melhores condições no futebol e na sociedade desigual em que vivemos.
Além disso, a barreira da diferença dos sexos em uma sociedade patriarcalista como a brasileira gera a banalização das mulheres no futebol, assim como Hannah Arendt define em “Banalidade do mal” como atos corriqueiros em nossa sociedade, aos quais não damos muita impôrtancia. Portanto, atitudes preconceituosas enraizadas em nossa sociedade, como os mitos da masculinização do corpo feminino pela prática exacerbada de exercícios, ou até mesmo por definirem o futebol como prática masculina, distanciam as mulheres do esporte. Comportamentos como esse não contribuem em nada para formação de uma geração de meninas e mulheres protagonista em diferentes modalidades de atividades físicas, assim como também ferem ao aritgo 6° da constituição brasileira.
Portanto, para uma sociedade mais igualitária, como a defendida por São Tomás de Aquino, são necessárias medidas interventoras do Governo Federal em parceiria com o Ministério do Esporte e Lazer, como a criação de centros de treinamentos e iniciação no futebol, junto com a contratação de profissionais educacionais para esses locais, afim de que incentivem a prática do esporte de forma saudável e segura entre as mulheres. Além disso, é preciso conscientizar a sociedade a respeito do preconceito ao sexo feminino no futebol, através da formentação de debates com especialistas no tema, como filósofos e profissionais de educação física, transmitidos nos canais de comunicação aberta (Tv, rádio e internet), afim de erradicar o preconceito e criar um ambiente seguro para o sexo feminino.