O papel da mulher no futebol
Enviada em 06/05/2020
Na Idade Média, o dote era uma prática comum no contrato matrimonial entre um homem e uma mulher, sendo basicamente o ato de “comprar” a mulher, mostrando que a humanidade é essencialmente machista, já que as mulheres eram vendidas aos fidalgos ricos para suas famílias lucrarem. Relacionando com a época contemporânea, o machismo se instalou em várias culturas, dentre estas o futebol, pois a discrepância dos papeis entre um jogador e uma jogadora profissionais é muito grande, e isso se deve a duas problemáticas: o preconceito eterno da sociedade e a ausência de oportunidades de integração feminina.
Primeiramente, é necessário entender que o preconceito contra mulheres no mundo atual, é algo que sempre existiu na história humana, sendo, infelizmente, passado as demais gerações. O físico Albert Einstein dizia que é mais fácil destruir um átomo do que o preconceito. Com essa frase, o cientista confirma que tal ato tornou-se algo impregnado na sociedade, principalmente contra as moças, pois no futebol, elas passam constantemente situações que chegam a ser desumanas. Tendo em vista esse pensamento, o fato é, numa maioria da população, uma mulher quando está jogando não passa a mesma magia que um homem no mesmo serviço, insinuando que ela não tem habilidade ou determinação para aquilo.
Além disso, o preconceito ao passar dos anos, fechou cada vez mais a janela de oportunidades para integração das mulheres no mercado de entretenimento, principalmente no futebol. A filósofa Hannah Arendt dizia que a educação é o que decide se as crianças seriam colocadas ou expulsas do mundo. Usando essa tese como referencial, é possível concluir-se que as mulheres no mundo esportivo atual são excluídas, isso devido a educação de toda uma sociedade que impede a significação do real valor das jogadoras, visto que, por exemplo, o salário de um jogador é múltiplas vezes maior que uma jogadora. A realidade é completamente diferente, pois o mundo em geral sabe praticamente o nome de todos os atletas futebolísticos famosos, enquanto as femininas resumem-se a um ou dois nomes.
Portanto, o papel da mulher no futebol encontra-se inferior ao dos homens, mesmo podendo apresentar a mesma, ou talvez maior qualidade em relação ao público masculino. Então, para tais problemas serem resolvidos, é necessário começar da base, a educação. Sendo assim, o Ministério da Educação-seja de qualquer Estado- o responsável por criar propagandas encorajadoras às mulheres, incentivando desde cedo nas escolas, com aulas diferenciadas, tendo o intuito de mostrar que o público feminino é mais do que capaz para jogar futebol, a fim de ter uma mudança de pensamentos e um fator de proporcionalidade, pois diminui o preconceito e aumenta a inclusão no mercado.