O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/05/2020

“Salsa, cebola e pimentão: lugar de mulher é no fogão. Esse ditado demonstra o papel que, por muitos anos, acorrentou as mulheres, o qual as exclui de inúmeros círculos sociais. Em contraste, o papel das mulheres no futebol é importante para a constituição de uma sociedade justa, uma vez que serve para simbolizar a liberdade de escolhas que esse grupo deve ter e apagar aquele infeliz legado carregado por ele.

Primeiramente, o sociólogo Pierre Bourdieu define o “habitus” como uma série de interiorizações do exterior e exteriorizações do interior. Nesse sentido, quando a mulher opta por jogar futebol, atividade considerada exclusivamente masculina, é construído um exterior no qual esse grupo carrega consigo o direito pleno de escolhas. Esse exterior será internalizado pela sociedade e, posteriormente, exteriorizado. Assim, o papel da mulher em campo é de cria um “habitus” na cultura que permite e perpetua a liberdade de escolha desse grupo.

Além disso, o sociólogo Émile Durkheim teoriza o “Fato Social” como um ditame cultural o qual um indivíduo recém-nascido em uma sociedade tende a aceitar. Nesse recorte, ao se habituar o futebol feminino em uma cultura, há a criação de um “Fato Social”: o de que não há lugar nos quais a mulher não deve estar. Assim, as gerações mais modernas aceitam, cada vez mais, esse ditame. Dessa forma, o papel da mulher no futebol é de apagar a ideia de que “lugar de mulher é no fogão”.

Portanto, é evidente o papel da mulher no futebol como meio de constituição de uma sociedade justa. Assim, as escolas devem criar a cultura dessa prática esportiva, por meio de mais aulas de educação física dessa modalidade para esse sexo, a fim de plantar e germinar a semente do futebol feminino na sociedade. Ademais, os Estados devem chamar atenção para esse tipo esportivo, por meio da organização de mais campeonatos estaduais femininos de futebol, a fim de valorizar essa modalidade.