O papel da mulher no futebol
Enviada em 01/05/2020
Marie Gouze foi uma feminista francesa que lutou por direitos igualitários, motivo pelo qual foi condenada à morte. Hodiernamente, a mulher adquiriu mais espaço social e exerce funções que eram consideradas masculinas como o esporte, no entanto, o machismo que matou Marie ainda persiste na sociedade brasileira. Dessa forma, a participação feminina no futebol contribui para diminuição de tal problema que se opõe aos ideais constitucionais.
Primeiramente, a inserção feminina no futebol reduz o machismo enraizado na sociedade. Nesse ínterim, segundo Simone de Beauvoir, os homens são vistos como seres humanos enquanto as mulheres, como fêmeas. Assim sendo, a premissa da filósofa expõe que o sexismo da sociedade pós-moderna exclui a humanidade da mulher e a posiciona em um patamar abaixo. Desse modo, depreende-se que a participação feminina no esporte contribui para a diminuição da propagação de tais ideais.
Outrossim, vale ressaltar que a desigualdade de gênero provocada por valores patriarcais fere os princípios constitucionais. Nesse sentido, é sabido que a Constituição Federal foi inspirada pelos lemas iluministas da Revolução Francesa, igualdade, liberdade e fraternidade. Diante disso, nota-se que a persistência do cenário desigual resultante do sexismo fere o lema da revolução, o que se configura como quebra dos direitos constitucionais, o que é inaceitável.
Dessarte, é notório que a presença feminina no futebol contribui para redução do sexismo. Portanto, o Ministério da Educação deve promover projetos que insiram as meninas no esporte, por meio de campeonatos escolares, a fim de minimizar a problemática. Ademais, as mídias sociais — principais ferramentas comunicativas da atualidade — devem expor dados acerca da desigualdade de gênero, por intermédio de publicidades , com o intuito de conscientizar a população. Assim, os ideais que mataram Marie deixarão de refletir a sociedade brasileira.