O papel da mulher no futebol
Enviada em 27/04/2020
Na Inglaterra de 1880, diante de uma sociedade arcaica e preconceituosa, é criado o futebol, esporte muito mal visto na época. Com o passar do tempo, sendo ridicularizado e minimizado durante anos, o futebol se tornou um dos principais símbolos esportivos mundiais, alcançando um vasto público. Porém, mesmo com todo o sucesso destinado a prática por parte do universo masculino, no Brasil, a modalidade feminina ficou excluída por conta de uma cultura sexista e de um péssimo apoio financeiros aos clubes. Por isso, é de extrema importância o papel da mulher no futebol para corrigir tais preceitos e para mostrar a presença no esporte.
A sociedade, desde sempre, rotulou os meninos e as meninas, os destinando para costumes e a práticas específicas, como por exemplo o direcionamento dos meninos à bola e das meninas à boneca. Porém, como já dizia a filósofa contemporânea Simone de Beauvoir, não somos rotulados pelo nosso sexo e sim pelas experiências na vida. Nesse contexto, o futebol feminino brasileiro é visto como um desafiador das relações sexistas na sociedade, já que é, a princípio, é um jogo masculino e não tem tanta popularização. Com isso, percebe-se que o papel da mulher no futebol está vinculado tanto a cessar uma cultura determinadora dos sexos, quanto a expandir uma cultura mais feminista.
Além disso, o escasso apoio financeiro para o futebol feminino tem uma relação específica com o futebol masculino. Um exemplo disso seria que, durante a era Neymar no Santos, o clube, para não deixar de pagar o astro, encerrou o seu time feminino. Esse e outros exemplos justificam o não só um determinismo do esporte em ser um jogo destinado aos homens no Brasil, mas também esclarecem um péssimo apoio do Governo e de federações esportivas em não influenciar meninas e mulheres na prática do esporte e no crescimento dos clubes. Com isso, o papel da mulher se torna essencial para possibilitar o crescimento da modalidade esportiva e garantir a presença dessa na sociedade.
Depreende-se, portanto, que a a cultura sexista, ainda implantada nas sociedades contemporâneas, e a falta de investimentos no futebol feminino não deixam o esporte crescer e virar algo equiparável à modalidade masculina, mostrando, assim, o papel da mulher voltado a erradicar tais questões e a possibilitar o desenvolvimento. Dessa forma, o MEC, junto com as Secretarias de Esporte e Lazer de cada estado nacional, devem por em prática projetos exclusivos a inclusão de meninas no futebol em escolas públicas e privadas, além de incentivar a prática constante da modalidade, possibilitando a expansão de uma cultura mais feminista e o maior alcance do esporte às mulheres. Outrossim, seria a presença efetiva da CBF e do Ministério do Esporte em apoiar financeiramente clubes femininos no Brasil, para que haja melhor disseminação da prática e possibilitar a prática esportiva universal.