O papel da mulher no futebol

Enviada em 02/05/2020

o sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica à questão do papel da mulher no futebol. Nesse sentido, cabe salientar que o machismo ainda esta arraigado na sociedade, o que dificulta a expansão desse seguimento esportivo. Ademais, vale ressaltar o rompimento desse preconceito é essencial para a valorização feminina na sociedade. Por isso, é de suma importância que haja medidas para reverter essa situação.

Nesse contexto de sexismo, a atuação das mulheres no campo é essencial para a quebra desse paradigma social, já que futebol ainda é visto como esporte masculino. Logo, ao haver mais meninas nessa atividade haverá também o auxílio na superação do machismo, não apenas na área do esporte. Nessa perspectiva, é notória a discrepância da relevância ofertada para o futebol masculino em detrimento do feminino, pois de acordo com a revista “Politize” o incentivo financeiro dado ao campeonato masculino é de 400 milhões de dólares, enquanto o feminino recebe 30 milhões. Assim, é perceptível a valorização exacerbada de um mesmo esporte para os homens. Desse modo, equiparar essas duas tendencias esportivas é de grande valia para o reconhecimento da mulher na sociedade.

Ainda nesse viés, nota-se que o Brasil apesar de carregar a característica de “país do futebol” não abrange e não enaltece da forma necessária o futebol feminino, já que a quantidade de meninas nessa atividade continuam em menor número. Dessa maneira, fomentar as mulheres nesse exercício é primordial para o engajamento de mais garotas na pratica desse ação, que pode ser apenas uma distração, como também uma vida profissional. Assim sendo, toma-se. como exemplo, a jogadora brasileira Marta, cuja é dona de 6 títulos de melhor jogadora do mundo, em que dessa forma abre espaço para outras pessoas que sonham em seguir essa carreira.

Portanto, para resolver essa questão, faz-se necessário que o Estado atue por meio dos Ministérios da Educação (MEC) e do Esporte (ME), ao incentivar campeonatos nas instituições de ensino ao ofertar prêmios para a entidade vencedora, e com isso, angariar mais indivíduos para o futebol feminino. Somado a isso, esses dois ministérios devem promover palestras e discussões comandadas por profissionais da educação física e jogadoras locais para pais, alunos e demais setores da população, ao explicar e desmistificar incógnitas a respeito do assunto. Em adição, o ME deve estimular as mídias digitais e canais de televisão ha transmitirem os campeonatos femininos. Dessa forma, paulatinamente, conseguir-se-à reduzir os preconceitos contra a mulher e valorizar a o papel feminino no futebol.