O papel da mulher no futebol
Enviada em 29/04/2020
Na série da Disney “Liv e Maddie”, o time feminino de basquete sofre com a falta de recursos e visibilidade. De maneira análoga, ainda hoje no Brasil, o futebol é um esporte extremamente machista. Nesse contexto, torna-se evidente que o machismo e a falta de visibilidade feminina nesse segmento são obstáculos a serem debatidos.
Em primeira análise, é relevante mencionar que a estrutura patriarcal da sociedade impõe estigmas de delicadeza e submissão sob a figura feminina até os dias atuais. O futebol feminino era considerado crime no Brasil até o ano de 1979, sendo até então um esporte tipicamente masculino. Assim, fica claro que os papéis de gênero e feminilidade contribuem diretamente para o preconceito sofrido pelas mulheres dentro do esporte.
Somado a isso, as meninas não possuem referências ou influências femininas no esporte, já que apenas as ligas masculinas são transmitidas. Somente em 2019 ocorreu pela primeira vez a transmissão da copa do mundo de futebol feminino em TV aberta. Sendo assim, a baixa visibilidade contribui para o fortalecimento da estrutura machista, uma vez que as jogadores recebem salários menores e possuem pouco patrocínio.
Logo, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe a associações, como a FIFA, em conjunto com a mídia, promover e transmitir as ligas femininas, por meio de canais de comunicação aberta, como televisão e redes sociais, o que proporcionará benefícios aos promotores do evento e as jogadoras, com a possibilidade de abertura de um mercado inexplorado e a conquista de investidores. Assim, é possível aumentar o papel da mulher no futebol.