O papel da mulher no futebol

Enviada em 30/04/2020

Do Sutiã para chuteira

A revolta do sutiã de 7/09/1968 foi uma luta por igualdade de gênero. Aquele movimento foi de suma importância para a sociedade, uma vez que nascia naquele dia uma revolução social que levaria as mulheres aos mais altos cargos, por exemplo, Margaret Thatcther. Porém, as desigualdades não acabaram e assistimos à revolta da chuteira, que é o futebol feminino buscando por igualdade, e esta é uma luta justa.

Toda via, de acordo com levantamento do programa Redação (um periódico esportivo da TV), o futebol feminino movimenta apenas 10% de tudo o que movimenta o masculino. Outrossim, é verdade que existe uma absurda diferença salarial entre os atletas de cada categoria. Contudo, deve-se analisar que a categoria feminina desse esporte é recente e com pouca abrangência, isso provoca pouca visibilidade e, consequentemente, menos retorno financeiro. Assim, a luta por igualdade nesse esporte remete à justa reivindicação de outrora.

De tal forma, um outro aspecto a ser observado, em relação a uma categoria e outra, são as fontes de financiamento. De acordo com a FIFA (Federação Internacional de Futebol), o futebol feminino recebe aporte da ordem de 800 milhões para sua promoção, enquanto o masculino gera de receita para a entidade quase 200 bilhões por ano. Nessa linha, a diferença entre os valores ganhos entre as categorias tende a diminuir no decorrer dos anos, à medida que o futebol feminino ganha visibilidade, afirma o presidente da FIFA, Gianni Infantino.

Logo, para que o futebol feminino alcance o mesmo prestígio que detém o futebol masculino, é necessário que a FIFA e as emissoras de TV deem mais destaque à categoria. Um meio para isso seria a FIFA estipular que as emissoras que detiverem os direitos de transmissão da categoria masculina, devem também transmitir à feminina. Dessa maneira o futebol feminino ganhará destaque e maior visibilidade, assim, as mulheres do feminino galgaram mais facilmente a igualdade de almejada.