O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/05/2020
O envolvimento em atividades desportivas é muito recorrente entre os meninos, que muitas vezes começam a praticar um ou vários esportes desde cedo e até se profissionalizam. Todavia, o espaço ocupado por mulheres no âmbito atlético é normalmente menor quando comparado ao dos homens, a exemplo do futebol. Esse panorama abrange poucas protagonistas femininas profissionalizadas, em oposição ao grande número de jogadores masculinos. A partir disso, é preciso entender as causas dessa falta de atuação, assim como a importância da presença feminina nos campos.
No filme “Ela é o cara”, de 2006, a personagem Viola precisa disfarçar-se como um garoto para jogar no grupo de futebol masculino de sua escola, já que essa não investe na equipe feminina. Além da ficção, sabe-se que esse cenário de baixos investimentos é bastante comum, o que causa uma disparidade entre o desempenho feminino e masculino. Com isso, contrariamente aos jogos masculinos, partidas jogadas por times compostos por mulheres são raramente televisionadas de modo amplo, impossibilitando a interação dessas atletas com o espectador.
Nesse sentido, configura-se um sistema desestimulante ao desenvolvimento profissional dessas mulheres. Essa situação é prejudicial à perspectiva de ascensão dos direitos femininos, pois apesar do avanço perceptível em muitas outras áreas do trabalho, esse meio continua sendo dominado pelos homens. Assim, é essencial a ocupação feminina desse espaço, pois segundo a filósofa Simone de Beauvoir: “É pelo trabalho que a mulher diminui a distância que a separa do homem”.
Dessa forma, é necessário tornar a participação feminina no futebol mais acessível. Cabe à Confederação Brasileira de Futebol, juntamente à emissoras de rádio e TV, investir em conteúdos sobre times de futebol femininos. Deve-se organizar programas semanais, que abordem temas como a relação do feminismo com o futebol, por exemplo. Por meio disso, será possível retornar a renda para o financiamento dessa prática.