O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/05/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, as mulheres viam seus maridos e pais indo à linha de frente dos campos de batalha e, assim, restava a elas a limitação à luta diária doméstica. No limiar do século XXI, é notória a conservação do culto patriarcal “Do lar” tangente à figura feminina no cotidiano, o qual desencadeia impasses de preconceito e desigualdade na inserção no mundo do futebol. Logo, é vital compreender o conjunto de engrenagens ao papel da mulher no futebol: a falta de visibilidade, bem como a discrepância de incentivos a este meio.
Antes de tudo, no filme “Capitã Marvel”, a protagonista exibe aos telespectadores um senso forte de liderança e força feminina, bem como é contemplada pelos demais heróis. Fora do tablado da ficção, a figura feminina não é vista como heroína, mas uma figura minúscula digna de desconsideração, principalmente no mundo do futebol. Isso se fundamenta no preconceito intrínseco a uma parcela do corpo social de que apenas a malha masculina é competente aos campos os jogos. Esse fator discorre na recusa da massa freqüente nas arquibancadas a irem prestigiar campeonatos se tratando de partidas femininas. Tal infortúnio, como essa invisibilidade, entra em contradição com a afirmação de que “A mulher pode” dito feminista e ativista Malala em seu discurso à ONU, a partir do momento que se desconsidera a contribuição feminina ao futebol brasileiro. Destarte, é a nível óptico e racional que este fator também alimenta a desigualdade desse gênero.
Somado a isso, desde a Grécia Antiga que as mulheres eram consideradas um sexo frágil, enquanto o futebol seria para os fortes. No contexto atual, ainda há essa concepção, uma vez que se revela na diferença abrupta de incentivos aos campos de futebol. Partindo desse antolho, é perceptível que, infelizmente, elas têm que lidar com a ausência de patrocínios que as assegurem a participação nas partidas e as vetam do gatilho para enxergar uma pespecitiva de vida, como por exemplo, a Marta, a qual foi eleita seis vezes a melhor jogadora nacional feminina.
Portanto, medidas são necessárias para evidenciar o papel da mulher no futebol. Logo, o Estado, tem que garantir a visibilidade feminina em campo. Para isso, deve destinar uma parte dos impostos para a manutenção os estádios, assim poderão ser reduzidos os valores dos ingressos e, desse modo, estimular a presença freqüente e efetiva do público. Ademais, a CBF - Confederação Brasileira de Futebol- deve incentivar atuação feminina nos gramados, por meio do patrocínio permanente. O objetivo é assegurar a equiparação delas com os times masculinos. Felizmente, poderá a figura feminina trilhar o protagonismo futebolístico.