O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/05/2020
A Revolução Francesa, com o lema de “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, lutou pelos direitos das classes inferiores. Apesar disso, nota-se que as mulheres não usufruíram das conquistas da mesma forma que os homens. Dado o lapso temporal, percebe-se isso no futebol, no qual as mulheres, mesmo tendo as mesmas funções masculinas, recebem um menor salário, além de terem seu potencial subestimado. Nesse contexto, é válido destacar os impasses sofridos por elas, bem como o papel da sociedade para reverter o caso e mostrar o papel da mulher no futebol.
É importante destacar, antes de tudo, que, na Copa do Mundo de Futebol Feminino, a jogadora Marta, da Seleção Brasileira, jogou com chuteiras sem patrocínio como forma de protesto contra as diferenças salariais devido ao gênero no esporte. Isso mostra pelo que passam as mulheres que têm essa profissão. Elas chegam a receber a metade do salário de um homem com a mesma função no jogo. Além disso, desde cedo já começam os empecilhos para as meninas. O fato de haver poucos times de base que tenham a categoria feminina dificulta cada vez mais a entrada delas no ramo. Outro fator decisivo é a pouca importância que dão para essa classe. A baixíssima taxa de jogos femininos que são televisionados em rede aberta mostra isso.
Destaca-se, ainda, que, segundo a revista Exame, o mundial de futebol feminino, apesar de ter tido sua primeira edição em 1991, só foi televisionado no Brasil em 2015. Isso confirma o fato de que a população dá menos importância ao futebol das mulheres. Assistir mais aos jogos femininos, presencialmente ou não, é uma grande forma de incentivar o mercado a dar uma maior ênfase a esse grupo. Isso importa porque no ramo do futebol a espetacularização é o principal meio de ganhar patrocínios e, consequentemente, obter mais recursos de investimento para o esporte.
Nota-se, portanto, que urgem formas de igualar as categorias de futebol, para que as mulheres mostrem o seu real papel e capacidade no esporte. Os governos estaduais, pelo seu comprometimento com a sociedade, devem facilitar a entrada feminina nos clubes da região, por meio de investimentos que facilitem e ajudem os clubes a manterem as meninas nos times, para que assim diminuam os impasses sofridos por elas. Além disso, as grandes emissoras televisivas, pelo seu amplo alcance populacional, devem dar um maior destaque a essa categoria do futebol, por meio do televisionamento de jogos femininos em rede aberta, já que a maioria da população não tem a tv fechada, a fim de aumentar o interesse da sociedade com esses jogos e atrair investimentos para a categoria.