O papel da mulher no futebol

Enviada em 06/05/2020

Em 1940, durante o Estado Novo, o presidente Vargas decretou que as mulheres não podiam participar de esportes, pois essa prática era incompatível com a natureza feminina. Nesse sentido, na sociedade contemporânea, mesmo com a revogação, em 1979, dessa medida, as mulheres, ainda, sofrem com o machismo enraizado no mundo esportivo. Por esse motivo, no futebol, as mulheres têm papel fundamental na luta por reconhecimento e por respeito.

Em uma primeira abordagem, deve-se falar que, segundo o escritor Nick Couldry, existem diversas falas que, por não serem ouvidas, acabam relegadas à inexistência. Nesse contexto, as mulheres lutam por sua representatividade dentro do “mundo futebolístico”. Contudo, as redes de televisão não fazem cobertura do futebol feminino, o que impede que essa modalidade consiga acordos com grandes patrocinadores e, consequentemente, impossibilita que as jogadoras tenham as mesmas possibilidades que os jogadores do futebol masculino. Nesse sentido, a pouca visibilidade do futebol feminino diminui a representatividade da mulher no futebol e camufla problemas presentes, como a desigualdade de salário, nesse “mundo”, relegando-os à inexistência.

Em uma segunda análise, deve-se dizer que foram as mulheres que consagraram a palavra “torcedor” no futebol, pois, entre os séculos XIX e XX, as damas eram chamadas de torcedoras, já que para não gritar e chorar por seu time e, assim, não prejudicar seu “ideal feminino”, elas torciam seus lenços para aliviar a tensão, essa expressão, logo, foi generalizada a todos os admiradores que compareciam as partidas. Nesse contexto, pode-se notar o preconceito enraizado com a figura da mulher dentro do “mundo futebolístico”. Nesse sentido, na sociedade contemporânea, as mulheres lutam, por meio de movimentos, contra o machismo perpetuado nas arquibancadas, tendo o objetivo de poderem vibrar, gritar e se emocionar por seus times em um ambiente menos tóxico, onde elas serão respeitadas.

Portanto, a mulher tem um grande papel no “mundo futebolístico”. Assim, é necessário que as empresas midiáticas ampliem a visibilidade do futebol feminino e dos movimentos das mulheres nas arquibancadas. A primeira ação deve ser realizada por meio da cobertura, em rede de televisão aberta, dos jogos dessa modalidade, já a segunda deve ser feita por intermédio de vídeos, os quais mostrarão a importância desses movimentos, transmitidos nas redes sociais e sites esportivos. Dessa forma, as jogadoras vão ter representatividade no futebol e seus problemas não serão camuflados, além disso, os objetivos desses movimentos serão atingidos e, consequentemente, as mulheres serão respeitadas nas arquibancadas.