O papel da mulher no futebol

Enviada em 23/05/2020

“É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Esse pensamento do físico Albert Einstein pode ser relacionado com o preconceito com a participação de mulheres no futebol no Brasil, já que ele tem se consolidado, ao longo do tempo, em uma base rígida - o machismo presente na sociedade - o que dificulta a sua “desintegração”. Nesse contexto, é imprescindível analisar essa questão no país.

De antemão, percebe-se que falta o Poder Público conscientizar a população sobre a importância de acabar com a concepção machista sobre o futebol. Isso porque uma menina pode sentir o desejo de praticar esse esporte. Entretanto, saber que possivelmente será tachada como estranha, visto que esse desporte é constantemente associada apenas ao sexo masculino, pode servir como um elemento de inibição, e consequentemente, diminuir cada vez mais a participação feminina. Sendo assim, analisando os estudos psicanalíticos de Sigmund Freud para explicar esse fenômeno, conclui-se que o indivíduo pode viver em conflito permanente entre os impulsos inconscientes (Id) e a consciência dos limites sociais (Superego).

Além disso, enfatiza-se que aceitar esse preconceito é banalizar o mal. Contudo, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da grande diferença salarial entre jogadores masculinos e femininos, o que consequentemente, ajuda na concretização da ideia equivocada de que mulheres são menos adequadas para essa pratica esportiva. Dessa maneira, os estudos da filosofa Hannah Arendt podem explicar a banalização desse problema, uma vez que, devido a um processo de massificação social, as pessoas estão perdendo a capacidade de distinguir o certo do errado.

Convém, portanto, ressaltar que o preconceito com as mulheres no futebol deve ser superado. Logo, é necessário exigir do Estado, mediante debates em audiências públicas, a conscientização social sobre a pertinência de incentivar a participação feminina no esporte, priorizando palestras com profissionais da área esportiva, com o objetivo de extinguir as ideias machistas associadas ao futebol. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas produzidas por Organizações não Governamentais, sobre a importância de se adotar uma postura não resignada perante a problemática, potencializando, assim, a mobilização coletiva em prol da igualdade salarial entre jogadores de futebol, independente do sexo, que estão no mesmo nível profissional. Dessa forma, será possível “desintegrar” esse preconceito na sociedade.