O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/05/2020

A sociedade foi construída, majoritariamente, pelos preceitos do patriarcalismo, ou seja, pautada na figura do homem. E, por isso, a mulher é inferiorizada e subjugada, de forma latente ou evidente, no seio social hodierno. Nesse contexto, percebe-se a questão relacionada ao papel da mulher no futebol. Essa conjunção, dessa maneira, evidencia uma sociedade permeada pelo machismo, além de ecoar a falta de ética nas relações do tecido social.

A priori, na cidade-estado de Atenas, berço da democracia, as mulheres não eram consideradas cidadãs da pólis. No Brasil, por sua vez, durante o período colonial, somente aos homens eram destinados à Educação. Ao passo que, corroborou para que a figura feminina estivesse referendada a atividades vinculadas aos afazeres domésticos ou a situações similares. Notadamente, percebe-se que o machismo é um fruto desse processo histórico e, consequentemente, tenta inviabilizar o papel feminino que sobrepuja esse dogma, como nota-se na não consonância, desenvolvida por essa sociedade, da figura feminina com o futebol. À vista disso, contribui, certamente, para que as jogadoras de futebol venham possuir, por exemplo, salários bem inferiores aos jogadores masculinos.

Outrossim, a Constituição Cidadã estabelece direitos direcionados à mulher, com intuito de proporciona-lá a igualdade jurídica e social, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-los. No entanto, ao analisar a situação dessa parcela da população no futebol, como já supracitada, percebe-se o Enigma da Modernidade, do filósofo Henrique de Lima, o qual elucidou que apesar de a sociedade ser avançada em suas razões teóricas, é indigente em suas razões éticas. Nessa lógica, mesmo sendo garantida na Carta Magna a igualdade entre os sexos, o papel da mulher no futebol, no que lhe concerne, ainda não é executado de forma plena, haja vista que a falta de ética  na execução dos direitos constitucionais permeia as relações da teia social.

Logo, é de suma importância que as ONGs- Organizações não Governamentais- desenvolvam palestras destinadas ao Poder Legislativo, sobre a questão do papel da mulher no futebol. Para isso, é fundamental que convidem cientistas sociais, para que clarifiquem esse emblema, ao relatarem que o machismo e a falta do cumprimento ético da Constituição fomentam esse cenário. Desse modo, essa esfera do poder desenvolverá leis que venham dirimir essa situação, como por exemplo, as destinadas em multar clubes de futebol que insistem em pagar salários diferentes, por razões elencadas ao gênero. Dessa forma, mitigar-se-á questões relacionadas ao papel da mulher no futebol.