O papel da mulher no futebol
Enviada em 06/05/2020
Na animação, “Valente”, a princesa Merida ao praticar arco e flecha, é criticada e menosprezada demasiadamente por todas as pessoas do reino, porque o arco, nessa cultura, é considerado um objeto somente do homem. Analogicamente a realidade, as mulheres não recebem benefícios, tampouco incentivo para jogarem o esporte futebol. Isso ocorre devido à educação patriarcal e às diferenças de gênero.
Em primeira análise, vale salientar que a educação machista, como formadora, origina indivíduos potencialmente preconceituosos. Sob essa ótica, de acordo com o filósofo brasileiro Cortella, a mídia exerce papel de corpo docente, isto é, os meios de comunicação, substancialmente, enaltecem o masculino, quando o assunto é futebol, visto que gera mais lucros. Por conseguinte, as pessoas que foram instruídas a somente assistirem às partidas do masculino, vão desprezar o feminino, em razão do destaque que a indústria cultural realiza.
Em segunda análise, é notório que existe uma desigualdade de gênero exorbitantemente alta. Nessa perspectiva, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), as mulheres ganham em média trinta por cento a menos que os homens nos mesmos cargos, porém, no futebol o salário feminino é acentuadamente menor que o masculino, posto que há uma ausência de patrocínio, por parte das grandes corporações.
O papel da mulher no futebol, é necessário para a manutenção do entretenimento das pessoas. Para isso, faz-se mister que as grandes empresas de telecomunicação anuncie, em maior quantidade, o futebol feminino, por meio da transmissão de campeonatos mundiais que passem, sobretudo, em canais de televisão aberta e em plataformas digitas como o Youtube, para o maior alcance aos telespectadores. Além disso, grandes multinacionais, como a Nike, monetizem as atletas, por meio de propagandas que exponham seu produtos, para que haja maior igualdade entre os gêneros. Desse modo, o papel das mulheres no esporte será, ainda mais, valorizado.