O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/05/2020

De acordo com a filósofa Simone de Beauvoir, a mulher vem diminuindo a distância que a separa do homem através do trabalho, somente isso pode garantir uma independência concreta dela, sendo assim as mulheres têm buscado cada vez mais assumir papéis diferentes na sociedade, enfrentando desafios para superar o machismo. No futebol, a sociedade brasileira tem sustentado uma resistência para aceitar o papel da mulher nele, gerando preconceitos e desigualdades.

Primeiramente, é necessário ressaltar que, segundo a Revista Francesa France Football, a melhor jogadora de futebol feminino do mundo, recebe 325 vezes a menos que o jogador que carrega o mesmo título que ela. Esse número revela a enorme discrepância no salário entre sexos opostos exercendo a mesma função, pois muitas vezes há o pensamento equivocado de que as mulheres possuem menos conhecimento de futebol do que homens. Isso afeta também o interesse do público, que por muitas vezes tem preferência ao futebol masculino.

Além disso, é importante saber que, segundo a Revista Abril, de 1941 a 1979 era proibido o futebol para mulheres no Brasil, o que impediu o desenvolvimento da profissão no âmbito feminino. Até hoje as mulheres enfrentam uma cultura intolerante e preconceituosa que tem o futebol como atividade exclusivamente masculina. A feminista Malala Yousafzai, afirmou em um discurso para a ONU (Organização das Nações Unidas) que “A liberdade é o poder das mulheres.”, trazendo grande empoderamento feminino e quebra de paradigmas como é visto no futebol.

Portanto, a fim de expandir a visibilidade da mulher no futebol, o Estado  deve garantir a igualdade de direitos, através da criação de regulamentações, onde homens e mulheres gozem das mesmas oportunidades, rendimentos, piso salarial e obrigações no campo esportivo. Além de que a mídia deveria trazer mais engajamento do futebol feminino mostrando que possui a mesma importância que o futebol masculino e ajudando na quebra de preconceitos.