O papel da mulher no futebol
Enviada em 07/05/2020
Evidencia-se no Governo de Getúlio Vargas a importância do futebol para a formação do patriotismo e da cultura brasileira, já que tal esporte integrou diferentes classes sociais, unindo a população. Entretanto, apresenta-se na sociedade atual preconceitos acerca do papel das mulheres nesse âmbito, dificultando a importante atuação dessas no esporte. Assim, é de suma importância ressaltar a cultura machista e a falta de investimentos privados como precursores dessa problemática.
Primeiramente, o sociólogo Lévis-Strauss declara a objetificação da mulher na história mundial, a qual era tratada como mercadoria. Assim, tal cultura machista está enraizada na sociedade contemporânea, permitindo o senso comum de que as cidadãs não devem exercer seu papel no futebol. Entretanto, esse pensamento errôneo transgrede o direito constitucional à igualdade perante o gênero, previsto na constituição de 1988,dificultando a adesão do público ao futebol feminino. Com isso,a atuação da mulher nesse âmbito é prejudicada, necessitando de intervenções.
Ademais, de acordo com o sociólogo Thomas hobbes, é papel do Estado prover o Bem-estar social. Dessa forma, sem a intervenção governamental, diversas instituições privadas têm valorizado o futebol masculino, depositando o capital em propagandas e em maiores salários. Entretanto, tal fato não têm ocorrido com a categoria feminina, evidenciando menores pagamentos e mínimos investimentos. Por fim, demonstra-se necessária a intervenção estatal para minimizar essa problemática, fortalecendo o papel da mulher no futebol.
Portanto, tais precursores das dificuldades vivenciadas nesse esporte devem ser mitigadas. Para tal, o Ministério da justiça, juntamente à Secretaria Especial da Cultura deve promover uma lei que estabeleça investimentos igualitários nas categorias do futebol. Assim,tal regulamento irá garantir salários semelhantes e igualdade nos investimentos. Com isso, o papel da mulher no futebol proporcionará o crescimento cultural, como a categoria masculina, durante o Governo de Getúlio Vargas.