O papel da mulher no futebol

Enviada em 08/05/2020

O futebol chegou no Brasil por volta de 1895,mas as mulheres só em 1940 as mulheres começaram a se interessar pelo esporte e com isso começou um rebuliço pela sociedade,quando um clube publicou um anúncio convocando as mulheres para jogar.Porém,foram reprendidas, pois os homens alegaram que a prática do futebol poderia afetar o seu papel materno.Dessa maneira, é evidente que as mulheres lutaram e até hoje lutam para que possam ter destaque no futebol-mas por fatores como o preconceito da sociedade e também a negligencia  dos clubes-as mulheres tendem a ser deixadas de “lado”.

Em primeiro plano,vale salientar como uma parte da população ainda persisti em rotular a mulher para não fazer certas coisas,como jogar futebol.Isso porque as pessoas ainda vivem em uma sociedade em que há uma cultura patriarcalista muito forte,na qual homens ainda são considerados superiores em grande parte das modalidades.Dessa maneira, cabe analisar como a ideologia da filósofa Márcia Tiburi contribui para entender como a sociedade é “ignorante” como ela afirma, uma vez que quando uma criança apenas teve contato com o futebol masculino,ela tem uma ausência de informações e consequentemente no futuro ela irá repudiar o futebol feminino e não irá dar importância,na medida em que não teve proximidade com tal modalidade.Sendo assim,muitas jogadoras são desvalorizadas pela sociedade e sofrem injustiças por não serem consideradas tão boa feito os homens,mas algumas conseguem ser tão boa quanto, como Marta que foi eleita a melhor do mundo 6 vezes.

Por outro lado,o papel da mulher no futebol é menosprezado e negligenciado pelos clubes ,marcas e mídia.Pois,o futebol feminino não consegue ser tão lucrativo quanto o masculino,já que ninguém do ramo esportivo se esforça e nem criam atitudes para que a modalidade feminina ganhe a mesma repercussão.Desse modo, os campeonatos femininos não ganham verbas suficientes para serem atrativas como o masculino.Essa realidade pode ser comprovada, a partir da reportagem do Estadão sobre Marta, que afirma não ter nenhum patrocínio de material esportivo e não pela falta de ofertas,mas sim por que o valor oferecido para ela era extremamente mais baixo do que oferecido para um jogador.        Verifica-se,então, a necessidade de medidas que ofereçam mais relevância a mulher no futebol e também para a conscientização da população quanto a indispensável ajuda para um maior apoio as jogadoras.Desse modo,o Ministério da mulher,família e direitos humanos,deve por meio de propagandas incentivar a não distinção sobre o que pode fazer ou não entre gêneros,de maneira que mostre como uma menina também pode jogar futebol ou até mesmo lutar.Paralelamente, é necessário  que clubes e outros patrocinadores façam nos campeonatos femininos shows ou festivais nos intervalos para incentivar a ida das pessoas.Assim, as mulheres vão poder ter o destaque que merecem.