O papel da mulher no futebol

Enviada em 18/05/2020

Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que o desafio da mulher de atuar em qualquer área – principalmente no futebol - configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o problema possui raízes amargas no País, devido não só ao preconceito, mas também a desigualdade presente na sociedade brasileira.

Em uma primeira análise, vale ressaltar que o preconceito é fator determinante para a permanência do problema. Tendo em vista que, na indústria futebolística as mulheres são menosprezadas, pelo fato do machismo estrutural presente em nossa sociedade associar o futebol como um esporte totalmente masculino e pressupor que uma pessoa do sexo oposto não teria domínio e conhecimento de tal. Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a equidade esperada pela comunidade.

Ademais, a frase de Viola Davis, que declara: “Se uma mulher faz o mesmo trabalho que um homem, ela deve receber a mesma quantidade de dinheiro. Ela apenas deve. É assim que o mundo deveria funcionar” aplica-se a situação. Isso porque, a enorme discrepância que existe entre os salários dos jogadores e jogadoras de futebol é facilmente perceptível, porém negligenciada. Dessa maneira, a negligência estatal configura, não só um desrespeito colossal, mas também uma desvalorização descomunal e que, por conseguinte, deve ser modificada em todo território nacional.

Para que a adversidade seja minimizada, portanto, é necessária uma intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, o Estado, por meio uma lei deve assegurar a igualdade salarial entre jogadores, independente do gênero, valorizando todos os profissionais da carreira, uma vez que todos terão a mesma relevância para a indústria. Nesse sentido, o intuito da proposta é valorizar o papel da mulher no futebol, o que irá proporcionar, consequentemente, maior visibilidade para o futebol feminino nas mídias. . Feito isso, o conflito vivenciado será gradativamente erradicado do país.