O papel da mulher no futebol
Enviada em 19/05/2020
Na Inglaterra de 1880, diante de uma sociedade arcaica e preconceituosa, é criado o futebol, esporte muito mal visto na época. Com o passar do tempo, sendo ridicularizado e minimizado durante anos, o futebol se tornou um dos principais símbolos esportivos mundiais, alcançando um vasto público. Porém, mesmo com todo o sucesso destinado à prática por parte do universo masculino, no Brasil, a modalidade feminina ficou excluída por causa de uma cultura sexista e de um péssimo apoio financeiro aos clubes. Por isso, é de extrema importância o papel da mulher no futebol para corrigir tais preceitos e para mostrar a presença no esporte.
Primeiramente, a sociedade, desde sempre, rotulou os meninos e as meninas, destinando-os para costumes e a práticas específicas, como por exemplo, o direcionamento dos meninos à bola e das meninas à boneca. Porém, como já dizia a filósofa contemporânea Simone de Beauvoir, “não somos rotulados pelo nosso sexo e sim pelas experiências na vida”. Nesse contexto, o futebol feminino brasileiro é visto como um desafiador das relações sexistas na sociedade, já que é, a princípio, é um jogo masculino e não tem tanta popularização. Com isso, percebe-se que o papel da mulher no futebol está vinculado a uma cultura determinadora dos sexos e em expandir uma cultura mais feminista.
Além disso, o escasso apoio financeiro para o futebol feminino tem uma relação específica com o futebol masculino. Um exemplo disso seria que durante a era Neymar no Santos, o clube, para não deixar de pagar o astro, encerrou o seu time feminino. Esse e outros exemplos justificam não só um determinismo do esporte em ser um jogo destinado aos homens no Brasil, mas também esclarecem um péssimo apoio do Governo e de federações esportivas em não influenciar meninas e mulheres na prática do esporte e no crescimento dos clubes. Com isso, o papel da mulher se torna essencial para possibilitar o crescimento da modalidade esportiva e garantir a presença dessa na sociedade.
Por fim, percebe-se que a cultura sexista e a falta de investimentos no futebol feminino não deixam o esporte equiparável à modalidade masculina, fazendo, assim, com que a mulher tenha um forte papel em erradicar tais problemas e garantir a presença em um esporte visado ao masculino. Dessa forma, o Ministério da Educação, junto às Secretarias de Esporte e Lazer de cada estado, devem pôr em prática projetos exclusivos para inclusão de meninas no futebol em escolas públicas e privadas, além de incentivar a prática constante da modalidade, possibilitando a expansão de uma cultura mais feminista e o maior alcance do esporte às mulheres. Outrossim, seria a presença efetiva da CBF e do Ministério do Esporte em apoiar financeiramente clubes femininos no Brasil, para que haja melhor disseminação da prática e possibilitar a prática esportiva universal.