O papel da mulher no futebol
Enviada em 23/05/2020
No ano de 1970, foi revogada a lei que proibia a participação da mulher no futebol, marcando início de uma nova jornada para modalidade entre o gênero feminino. Nesse sentido, somente alguns anos depois, em 1983, a regulamentação por clubes e federações foi devidamente realizada. Todavia, até os dias atuais, as mulheres são vistas socialmente como indivíduos ineficientes a prática do futebol, uma vez que exista o estereótipo do sexo frágil e a falta de incentivo familiar e do Estado para que mulheres ocupem posições majoritariamente masculinas.
Em primeiro lugar é importante destacar que, em função da construção social, as mulheres sempre foram sinônimo de fragilidade e biologicamente inferiores à prática de determinados esportes, como futebol, consequência do machismo, incluso na bagagem cultural da sociedade. De acordo com o escritor Carlos Drummond de Andrade, o machismo oferece o modelo de identidade enquanto sistema ideológico, já que o menino e a menina, tem suas consciências formadas independente de suas vontades. Sendo assim, o sentimento de superioridade masculina aliado ao discurso de fragilidade da mulher, tornam-se agentes modeladores do papel feminino na prática do futebol.
Por conseguinte, presencia-se uma grande dificuldade por parte das mulheres na inserção do futebol: ao observar a falta de incentivo familiar para inclusão esportiva, fruto do preconceito da própria sociedade. À luz disso, desde cedo, muitas famílias impedem com comentários e olhares repressores a participação de meninas no campo. Ademais, mesmo com tantos obstáculos, o Estado não investe devidamente no futebol feminino, visto que é perceptível a ausência de patrocinadores e auxílios financeiros dentro do esporte. A diferença exorbitante no salário feminino e masculino são exemplo da falta de incentivos governamentais.
Portanto, é mister que o estado tome providências para auxiliar as mulheres na inclusão no futebol. Para conscientização da população a respeito dos desafios impostos, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem a importância de minimizar a problemática do machismo, além disso, insiram projetos que buscam a aproximação da igualdade entre homens e mulheres. Ademais, o governo deve investir no auxílio financeiro, incentivar patrocinadores e melhorar a infraestrutura em locais mais carentes com objetivo de proporcionar a maior participação da mulher no futebol. Por fim, torcedores e famílias podem tomar iniciativas de conscientização com a finalidade de respeitar e defender o gênero feminino no esporte.