O papel da mulher no futebol

Enviada em 24/05/2020

No contexto brasileiro, percebe-se o quanto injustiçadas, inferiorizadas e diminuídas as mulheres são, em relação aos homens que mesmo sendo tratados como superiores, possuem a mesma capacidade que elas. No ano 1941, as mulheres já sofriam intensamente as consequências da desigualdade social e do machismo, então foi publicado pelo CND o Decreto lei 3199 que proibia a prática de esportes que não fossem adequados à natureza feminina. Sendo destacado o futebol, um esporte criado por um homem e feito para ser jogado por homens. O futebol possui uma visibilidade enorme por todos os públicos, diferentemente de quando é jogado por mulheres, as quais possuem as mesmas condições e talentos.

Em primeira análise, segundo dados da câmera dos deputados, em 1941 foi comunicado a lei no art. 54 que diz: “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do país.” Sendo revogada e trocada por a lei de nº. 10/79, que concedia às mulheres o direito às práticas já citadas que lhe eram proibidas. Frente a isso, percebe-se o quão difícil é para as mulheres conseguir ser tratadas de igual para igual, e não como pessoas que possuem funções como: arrumar a casa, cuidar dos filhos, fazer o almoço e as vontades do seu marido.

Nota-se que o futebol possui uma enorme fama, visibilidade e telespectadores que torcem, comemoram e adora esse esporte, principalmente quando são com jogadores masculinos que possuem maior valor para quem assiste. O futebol é jogado por homens e mulheres, tendo times diferentes. As mulheres lutaram muito para conseguir poder participar desse esporte, e mesmo sendo capacitadas e ganhando prêmios de melhores jogadoras, ainda são diminuídas e colocadas inferiores aos homens por causa das pessoas estarem presas a fatos antigos e pensamentos machistas e sem pensamentos positivos de possuir uma igualdade de gênero.

Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que ocorra mudanças de pensamentos, atitudes e leis. Devido ao fator histórico e atual que permite a desigualdade de gênero, mesmo depois de diversas manifestações e tentativas de mudanças feitas por pessoas da sociedade. Cabe ao Congresso Nacional, junto com a mudança de pensamento da sociedade, promover a mudança de leis as quais diminuam as mulheres ou a façam exercer um papel inferior ao do homem. Por meio de práticas como, inserir a mulher cada vez mais na sociedade, fazendo parte de papeis importantes. A fim de que a desigualdade de gênero tenha um fim, uma vez que com a união de toda a sociedade isso se tornará possível. Diante dessas ações as injustiças diante a mulher, poderá diminuir extremamente.