O papel da mulher no futebol
Enviada em 27/05/2020
Em 1932, as mulheres brasileiras conquistavam o direito de voto, começando uma longa batalha pela igualdade entre gêneros. Após mais de 8 décadas, essa tão desejada igualdade ainda aparenta estar muito distante, uma prova claríssima disso, é o abismo de desigualdade em relação ao futebol masculino e feminino.
Primeiramente, é imprescindível destacar a imensa mobilização que é causada pelo futebol, seja financeira, de pessoas, ou até mesmo cultural. Entretanto, é perceptível uma enorme disparidade quando se trata do futebol feminino, já que o mesmo claramente possui muito menos visibilidade e atenção, seja da imprensa ou dos próprios torcedores. É notável a falta de interesse do público neste tipo de partida, falta esta causada por preconceito e um falso senso comum de que os jogos são menos técnicos, intensos e elegantes, porém, o contrário disso vem sido provado cada dia que passa.
Outro ponto a ser destacado é a falta de investimentos e a enorme desvalorização profissional das mulheres, seja no esporte ou em qualquer outro eixo de trabalho. Em estudos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em profissões comuns o salário de uma mulher pode variar em média 20% a menos que os homens, variação esta que tende a ser bem maior para as jogadoras de futebol. A falta de investimentos dos clubes e instituições, ajudam a aumentar essa desigualdade e ainda evitam que a cultura futebolística se prolifere no meio feminino.
Portanto, conclui-se a necessidade de romper estas barreiras sociais e culturais, investindo através de leis de incentivo governamentais, de forma a aumentar o alcance do futebol para as mulheres e contribuir na diminuição da desigualdade social entre gêneros nas diversas áreas da sociedade, incluindo o meio político e esportivo, para que as mulheres conquistem cada vez mais seus direitos e espaço igualitário nas esferas socioculturais.