O papel da mulher no futebol

Enviada em 28/05/2020

O avanço das mulheres em uma sociedade patriarcalista

No ano de 2011, foi eleita uma mulher para o cargo mais alto do executivo da nação brasileira, a candidata Dilma Rousseff. Dessa forma, algo que seria impensável décadas atrás, hoje já foi uma realidade. Entretanto, mesmo com grandes evoluções e o empoderamento feminino crescente, no futebol - esporte conhecidamente machista - as mulheres ainda sofrem preconceito e ganham de forma desigual quando comparado com atletas do sexo oposto.

É de suma importância apontar a visão patriarcalista que existe na sociedade moderna, em que foram definidos há muitos anos profissões que deveriam ser executadas por homens e profissões a serem executadas por mulheres. Com isso, o salário, reconhecimento foram aumentados para os homens em detrimento das mulheres, dessa forma, limitando-as a serviços predominantemente ligados a tarefas domésticas.

Todavia, com o passar das décadas, e principalmente após o começo do movimento feminista em 1960, as mulheres conseguiram espaço em profissões que eram predominantemente masculinas, entre elas, no meio futebolístico. Sendo assim, já conseguem visibilidade, atuam e sustentam a própria família com o trabalho no futebol. Entretanto, mesmo com todo o progresso feito, o salário defasado e o preconceito, ainda dificulta a atuação feminina no esporte.

Dessa forma, é imperioso a ação da mídia em divulgar de forma incisiva partidas de futebol feminino de forma angariar um público cativo para aumentar a rentabilidade dessa modalidade e consequentemente o salário. Não somente, é necessário uma ação governamental de forma a estimular garotas a praticarem esportes sem distinção de sexo e políticas mais firmes em relação a equidade salarial, pois é dever do Estado, desde a educação básica, ensinar que a mulher, não só pode, como deve, praticar qualquer esporte e ganhar de forma igual ao homem.