O papel da mulher no futebol

Enviada em 07/06/2020

A  Copa do Mundo feminina, em 2019, foi transmitida pela primeira vez na televisão brasileira. Nesse contexto, esse marco foi bastante importante para representar um dos papeis da mulher no futebol, ou seja, o de romper com estereótipos sociais. No entanto, por outro lado, a falta de incentivo das escolas da prática feminina nessa modalidade contribui para a perpetuação do preconceito.

Em primeiro lugar, é relevante ressaltar a história da brasileira Marta Vieira eleita seis vezes melhor jogadora de futebol do mundo. Acerca disso, é indiscutível salientar o papel dessa referência, no que diz respeito, ensinar jovens que o esporte não possui gênero e que a mulher tem capacidade de praticar qualquer modalidade que desejar. Em suma, exemplos como o de Marta fortalece o empoderamento feminino no futebol, visto que influência na ruptura de estereótipos sociais de que a mulher não pode ou não tem habilidade para jogar bola.

Em segundo lugar, vale mencionar que somente 2,7% das meninas praticam futebol, segundo o Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano. Desse modo, a carência de incentivo das escolas quanto promover a inclusão das meninas nessa modalidade colabora, infelizmente, para a progressão dessa problemática. Isso ocorre porque, reafirma conceitos pré-estabelecidos de que esse desporte é exclusivamente de exercício masculino. Logo, consequentemente, desestimula as jovens de realizar o sonho de ser parecidas com a jogadora Marta, por exemplo.

È  irrefutável, portanto, a significância do papel da mulher no futebol, mas também dos entraves enfrentados pelas mesmas nesse esporte. Por isso, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, por meio de campeonatos esportivos, abertos para a comunidade, deve fomentar a criação de times de futebol  femininos, a fim de incentivar e incluir as alunas no exercício dessa atividade. Espera-se, com isso, romper com preconceitos sociais de que a mulher não pode realizar determinadas atividades físicas tornando, assim, estas mais igualitárias.