O papel da mulher no futebol
Enviada em 03/06/2020
O Brasil é conhecido mundialmente por ser o país do futebol, um esporte majoritariamente apreciado pela população. Essa fama internacional, no entanto, esconde uma lacuna social correspondente à segregação histórica das mulheres que praticam essa atividade, e isso pode ser explicado pelo machismo que permanece enraizado na sociedade e a falta de apoio popular e midiático.
Em primeiro plano, a Revolução Francesa que eclodiu em 1789 trouxe à tona questões como a liberdade, a fraternidade e, principalmente, a igualdade. Todavia, essa ideia vai de encontro com o cenário enfrentado pelas mulheres nas diversas esferas sociais e que é revelado pela situação vigente do futebol, no qual a atuação feminina é desvalorizada em virtude do machismo existente desde os tempos coloniais em que a mulher servia apenas para a maternidade. Nesse sentido, o futebol feminino tem a função de derrubar este estereótipo, ao mostrar o empoderamento e a capacidade de enfrentar as desigualdades de gênero.
Ademais, de acordo com a revista Época, menos de dez mil pessoas prestigiaram a primeira rodada do Brasileiro 2019 para mulheres, mesmo com a entrada gratuita na maioria dos jogos. Desse modo, é possível perceber que há pouco apoio popular no que tange à participação feminina no futebol devido ao fato da mídia supervalorizar demasiadamente os esportes praticados por homens, por conta do retorno financeiro proporcionado. Logo, a baixa divulgação e incentivo acaba por não despertar o interesse da sociedade nessa modalidade, contribuindo para o preconceito.
Em síntese, o futebol feminino revela um aspecto de segregacionismo, mas torna-se um espaço de superação se for estimulado. Portanto, cabe ao Ministério da Educação implementar nas escolas atividades que despertem o interesse das crianças pelos esportes praticados por mulheres, bem como o respeito e a tolerância, por meio de debates, filmes, peças de teatro e campeonatos esportivos entre os diferentes gêneros, com o fito de criar jovens capazes de apreciar e incentivar a participação feminina em todas as realidades sociais. Assim, haverá mais igualdade, lema de suma importância do final do século XVIII.