O papel da mulher no futebol

Enviada em 03/06/2020

Desde sua origem, em 1863,  o universo do futebol é caracterizado como um espaço predominantemente masculino, sendo chamado de “coisa de macho”. Entretanto, com o avanço das lutas de gênero, a mulher tem assumido seu papel para conquistar este espaço. Ainda assim, a persistência de obstáculos nos âmbitos sociocultural e econômico contribuem para o problema crônico na sociedade, sendo necessário criar mecanismos corretivos.

Em primeiro plano, tem-se o preconceito historicamente construído de que a virilidade do esporte é exclusiva do macho, enquanto a fêmea é vista como um ser frágil. Nesse contexto, em 2006, ao ganhar o prêmio de melhor jogadora do mundo, Marta disse: Alguns diziam que eu não podia jogar por ser mulher. Outros que eu era macho. Isso machucava muito". Dessa forma, é evidente que o tema precisa ser tratado com atenção para não afastar futuras atletas.

Em segunda análise, destaca-se a diferença financeira que gira em torno das modalidades. Dentre os diversos fatores, pode-se citar o contraste salarial, em que  Marta recebe US$ 400 mil e Neymar, também vencedor de prêmios, recebe US$ 14,5 milhões por ano. Outrossim, a ausência das chamadas escolinhas de base femininas também é outro impeditivo para que milhares de meninas ingressem na carreira. Nesse cenário, o desestímulo é certo e é transmitido ao longo das gerações.

Portanto, é imprescindível que sejam realizadas campanhas educativas nas escolas por meio de palestras e rodas de conversa sobre a importância da mulher no futebol e nos demais lugares em que ela queira estar. Outrossim, as secretarias de esporte dos municípios deveriam investir em escolinhas preparatórias como um projeto de extensão escolar, sendo acompanhadas  pelo professor de Educação Física de suas escolas, como também de suas famílias, visando um melhor preparo dessas jogadoras e o fim dos preconceitos de gênero.