O papel da mulher no futebol
Enviada em 04/06/2020
Desigualdade, objetificação, desvalorização. Essas são questões que problematizam a função feminina no futebol na sociedade brasileira, uma vez que as mulheres ainda não conseguiram de fato espaço no esporte nacional. Neste sentido, é necessário que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação que possui raízes históricas e má influência midiática.
Convém ressaltar, a princípio que o legado histórico é um fator determinante para a persistência do problema. Consoante Claude Levi Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio de entendimento de eventos históricos. Nesta esteira, o patriarcalismo é uma raiz amarga que ao longo do tempo gerou homem machistas, os quais gostam de dominar tudo, o que sem dúvida é o que majoritariamente ocorre no mundo futebolista, dificultando ainda mais para as mulheres.
Além disso, conteúdos midiáticos ligados ao futebol é uma barreira no que tange às jogadoras. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser, instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se perceber que a mídia ao invés de promover debates e discussões, influencia na consolidação do problema, transmitindo na maioria esmagadora apenas futebolistas do gênero masculino. O que vai de encontro ao princípio de igualdade dos direitos humanos, evidenciando desse modo que é mister que medidas sejam tomadas para melhor a situação.
Portanto, para que as mulheres exerçam o plano exercício profissional no futebol, especialistas no assunto com o apoio da ONGs também especialistas, devem desenvolver ações que alertem sobre as reais condições da questão, comparando com o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade. Assim, a mulher terá mais apoio da população, o que um fator determinante para o sucesso neste âmbito.