O papel da mulher no futebol

Enviada em 16/06/2020

Na Idade Antiga, com o desenvolvimento dos primeiros regimes democráticos na sociedade grega, as mulheres já eram excluídas das decisões políticas. Apesar de bastante tempo ter passado, essa desigualdade se reflete até hoje em diferentes âmbitos, inclusive no futebol. Assim, as jogadoras precisam enfrentar machismo e uma grande diferença salarial.

Primeiramente, é preciso deixar claro que pensamentos sexistas fazem com que as mulheres sejam vistas como inferiores, representantes de um “sexo frágil”, e que, por isso, elas teriam um menor desempenho nos esportes. Por exemplo: em “Guerra dos sexos”, Emma Stone interpreta uma tenista que, para exercer a profissão, precisa engatar uma rebelião em busca de direitos iguais. Bem como no filme, a participação feminina no futebol também é resultado de reivindicações.

Além disso, a desigualdade salarial é uma realidade para as atletas. Visto que, segundo o portal Uol, Neymar ganha cerca de 36 vezes mais do que Martha tendo feito metade dos gols dela pela seleção, é inegável que essa discrepância tem por único motivo o gênero. Logo, as jogadoras precisam lidar com um mercado que desvaloriza seu trabalho.

Desse modo, fica evidente a necessidade de garantir uma inclusão efetiva das mulheres no futebol. Para isso, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação, inserir no currículo escolar aulas de educação física acerca da importância da participação feminina nos esportes, com o objetivo de conscientizar a população desde cedo. Por fim, o Ministério do Esporte deve, junto ao Poder Judiciário, criar normas que estabeleçam multas para os clubes de futebol que praticam desigualdade salarial, a fim de proporcionar um mercado mais justo a ambos os gêneros.